quarta-feira, 8 de abril de 2015

Divulgação: Pelas Portas do Coração, de Zibia Gasparetto


Sinopse retirada do site da Bertrand: Juliana é uma jovem de 17 anos dotada de poderes surpreendentes. Além de prever o futuro, tem a capacidade de curar pessoas e de as orientar com sábias palavras. Com a ajuda de Dora, um espírito de luz que a guia nas horas de necessidade, Juliana faz milagres que comovem aqueles que a rodeiam.
Mas esta jovem, filha mais nova de uma conservadora família de São Paulo, é fonte constante de preocupação para os seus pais: não tem amigos, é solitária e introspetiva, quase aparenta ser autista. O pai, homem autoritário e intransigente, está disposto a tudo para desmistificar o dom da filha, e em desespero resolve interná-la num hospital psiquiátrico. Surge então Paulo, amigo próximo do seu irmão, que a rapta para poder mantê-la em segurança, e para garantir que Juliana possa continuar a cumprir os seus desígnios.
Estrela de um enredo repleto de emoções, Juliana prova neste livro que a vitória está reservada aos que têm coragem de entrar pelas portas do coração.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Opinião: Endgame- A Chamada, de James Frey e Nils Johnson-Shelton

Estou a ler
Sinopse retirada do site da Bertrand: Eles chegaram à Terra há 12 mil anos. Vieram dos céus e criaram a humanidade. Quando se foram embora deixaram um aviso: um dia iriam voltar... E quando voltassem, teria início o grande jogo, o Endgame. Ao longo de dez mil anos, as doze linhagens originais existiram em segredo, mantendo sempre, cada uma delas, um jogador preparado para entrar em ação a qualquer momento. O Endgame era sempre uma possibilidade, mas agora que eles voltaram, tornou-se uma realidade, e os doze jovens jogadores estão a postos para entrarem no grande jogo que decidirá o futuro do planeta e da humanidade. Só um pode vencer. Só a linhagem do vencedor será salva. Vence quem encontrar primeiro as três chaves escondidas algures na Terra. E é sobre a busca da primeira chave que se centra este primeiro livro da série. 

Endgame não é apenas um livro. Endgame é uma experiência multimédia a nível mundial inovadora, que inclui um jogo revolucionário construído pela Niantic Labs (Google) através da qual é possível jogar uma versão do Endgame no mundo real. No fim, há um prémio para o primeiro a conseguir resolver o puzzle oculto no livro: meio milhão de dólares em ouro.



Opinião: Ainda sinto-me um pouco entusiasmada após a leitura deste fabuloso livro! Meu Deus, que aventura que isto foi!

Reparei no Goodreads (site onde podemos colocar as opiniões de livros, entre outras coisas relacionadas com livros) que muita gente apenas leu a sinopse e chegou a uma única conclusão: "cópia barata d' Os Jogos da Fome". No entanto, eu não sou assim tão má e, uma vez, disse à minha melhor amiga que gostaria que alguém me oferecesse este livro nos meus anos. Como uma querida que é, ela ofereceu-mo! Fiquei radiante, pois mal vi o livro nas minhas mãos, soube que iria gostar muito dele. Porém, nunca pensei que fosse amá-lo!

É um livro extremamente entusiasmante, repleto de ação, enigmas e mistério! Portanto, quanto ao enredo, deparamo-nos com uma história impressionante que, sem dizer muito, envolve uma espécie que não é humana (claro que os autores não revelaram muito acerca disso) e que é responsável pela criação da vida humana no nosso planeta e, por sua vez, pelas construções misteriosas espalhadas pelo globo. Estamos perante 12 adolescentes que, ao longo das suas vidas, sempre tiveram treinos intensivos e aulas especializadas para que pudessem solucionar o Endgame, que decidirá o futuro do planeta Terra. Deste modo, a vida do planeta Terra está nas mãos de 12 jovens. Talvez seja por isso que as pessoas, no Goodreads, estejam a dizer que este livro é demasiado parecido ao Os Jogos da Fome. Contudo, essas pessoas estão terrivelmente erradas. Só há duas semelhanças: o facto de haver adolescentes e de estes terem que participar num jogo, o Endgame, que é completamente diferente do conceito dos Jogos da Fome. Não pretendo dizer mais nada quanto ao enredo, pois teria que dizer muitos spoilers e não quero estragar a leitura a ninguém! Só fica aqui ESCLARECIDO que este livro nada tem a ver com a trilogia de Suzanne Collins.

Quanto às personagens, é claro que fiz uma ligação mais profundas com umas, enquanto não senti grande compaixão pelas outras. Ainda assim, são todas muito diversificadas, apesar de todas terem um objetivo único (vencer o Endgame) e cada uma é complexa à sua maneira. Todas elas surpreenderam-me muito e gostei disso, ou seja, tornou o enredo mais surpreendente, sem clichés ou cenas previsíveis.

Em relação à escrita, esta é muito simples, aprazível e muito visual, isto é, ao longo da obra, sentia-me uma autêntica realizadora de filmes! Os cenários são muito claros nas nossas mentes, assim como as cenas de lutas das personagens, cenas estas que foram descritas de uma forma incrível e surpreendente, sem complicações.

Concluindo, não tenho muito mais a dizer, a não ser isto: LEIAM ESTE LIVRO! ^^

Classificação: 10/10 estrelas

sábado, 4 de abril de 2015

Divulgação: O Diário de Mary Berg, de Mary Berg


Sinopse retirada do site da Bertrand: UMA HISTÓRIA ÉPICA DE PERDA E SALVAÇÃO
NA EUROPA OPRIMIDA POR HITLER

Em 1939, no dia do seu décimo quinto aniversário, enquanto as forças nazis começavam a apertar o cerco sobre Varsóvia, Mary Berg começou a escrever este diário. Nesse momento, ela ainda não sabia que, quatro anos depois, teria preenchido 12 cadernos com as suas memórias do terror nazi, recordando com detalhes vívidos alguns dos mais importantes e dramáticos acontecimentos do século XX.
Desde o cerco das forças alemãs a Varsóvia até à final, e brutal, supressão da Insurreição do Gueto, Mary Berg documenta a provação dos refugiados, a luta diária pela sobrevivência, os recrutamentos forçados de judeus, as deportações e o heroísmo dos lutadores da Resistência que se ergueram contra a opressão alemã.
Libertada através de uma troca com um prisioneiro dos Aliados, Mary Berg levou consigo os cadernos que escrevera durante quatro anos. Ao fazê-lo, deixou-nos um dos documentos mais extraordinários da Segunda Guerra Mundial: publicado originalmente em 1945, este diário dramático e impactante foi o primeiro a revelar a verdade sobre o Holocausto, um dos capítulos mais negros da História contemporânea.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Divulgação: Dora Bruder, de Patrick Modiano


Sinopse retirada do site da Bertrand: Anos atrás, o narrador deparara-se com um anúncio publicado no Paris-Soir de 31 de dezembro de 1941: «Procura-se uma rapariga, Dora Bruder, de 15 anos…» Quem era Dora Bruder? Desde esse dia, o destino da jovem judia enredada nas malhas da ocupação nazi nunca mais o largou, obcecado que estava em reconstruir a sua história até aos momentos finais no campo de Auschwitz.

Este livro (como, aliás, toda a obra do autor) é assim um combate contra o esquecimento, uma afirmação portentosa dos caminhos redentores da memória - contra tudo aquilo que nos macula e destrói. Com ele, Modiano escreveu porventura a sua melhor obra - e uma das mais notáveis da moderna literatura francesa.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Opinião: Encontro em Itália, de Liliana Lavado


Sinopse retirada do site da Bertrand: Encontro em Itália revela a história de dois amigos de Infância. Henrique e Sara que pouco têm em comum, para além de uma paixão por livros e uma amizade que ambos já deram como perdida. Após vários anos afastados, ele é agora um estudante finalista de Literatura Inglesa que olha com receio os dias fora das paredes seguras da Universidade e ela uma aspirante a escritora que se esvanece no tumulto de um grupo amigos problemáticos. Durante uma viagem a Itália, que tem tudo para ser perfeita, vão encontrar um livro misterioso, um gato com um estranho sentido de humor e uma inesperada aventura que os volta a juntar no mesmo caminho. Henrique e Sara podem ter encontrado um no outro o pretexto que tanto procuravam para adiar decisões e contornar o futuro.


Opinião: Este é o segundo livro que leio desta autora. O primeiro foi Inverno de Sombras, cuja obra eu adorei!!! Por isso, estava com grandes expetativas quanto a este livro.

Mais uma vez, a autora publicou um livro que se insere no ambiente fantástico ou, se preferirem, uma obra que se insere no sobrenatural, ou seja, anjos e Nefilins. Apesar de já ter lido outros livros sobre estes seres, para mim, este da Liliana Lavado foi o mais original. Os outros que eu li eram um pouco picuinhas, os rapazes (que eram sempre os anjos ou Nefilins) eram os bad boys, as personagens femininas não eram tão fortes como eu queria. No entanto, neste livro, há uma nova abordagem a esta temática, e eu adorei essa parte! Ainda assim, não posso revelar muito mais pois, penso eu, iria destruir o ambiente da história. Todavia, de facto, os anjos, neste romance, são diferentes daqueles que conheço de outras obras. Portanto, em relação ao enredo, apesar de possuir certos clichés ou cenas previsíveis (houve algumas partes que eu já sabia que iriam ocorrer, mas não estragaram a história, claro), foi bem construído e teve os seus toques originais. Mas tenho pena de uma coisa: o próprio título faz referência a Itália (bem, é um dos meus destinos de sonho!), e eu pensava que a ação iria passar-se, na sua maioria, neste país encantador. Porém, Henrique e Sara, as personagens principais, não passaram muito tempo e as descrições dos locais não foram tão ricos e cativantes como estava à espera. Enfim, apesar disso, percebo na mesma a escolha da autora. Se lerem o livro, também vão entender. Afinal, toda a história ocorreu devido ao que eles encontraram em Itália!

Em relação às personagens, penso que elas estão muito bem construídas e, por isso, muito bem definidas. São bastante credíveis e cada uma é diferente e única. É claro que há personagens chatas ou aquelas que simplesmente nos irritam, mas gostei do elenco. Por exemplo, houve alturas em que queria dar umas pancadas na cabeça da Sara! Ela irritou-me imenso com os seus comportamentos explosivos... Mas, para haver um certo equilíbrio, havia o Henrique, que foi com quem mais me identifiquei por ser mais calmo e compreensivo. Apesar disso, a partir da segunda metade da obra, os papéis inverteram-se, ou seja, foi revelada a verdadeira essência de Sara e acabei por perceber os seus comportamentos; já o Henrique, ele perdeu um pouco o seu raciocínio, mas a própria situação explica os seus comportamentos. O que quero dizer é que, apesar das imperfeições das personagens, o leitor acaba por compreender a situação delas, havendo mesmo uma certa compaixão e ligação. 
Ainda tenho que falar em mais uma coisa: o final de cada personagem. Entendi o final de Haari, bem como o final de Henrique e Sara, apesar de ter pensado que seria algo mais alegre e amoroso; mas eu percebi e, de facto, depois de todo o sofrimento, penso que é o final mais razoável para eles. Todavia, gostaria de ter sabido mais acerca das outras personagens, como Isabel e Pedro, a Bia, o Paulo, os pais de Sara e Isabel... Tivemos um certo vislumbre de Isabel e Pedro, mas não passou disso. Com isto, pretendo indicar que, apesar de serem personagens secundárias, gostaria que elas tivessem sido mais exploradas. Mas, claro, no geral, gostei da construção das diversas personalidades.

Quanto à escrita, continua ótima e cativante, tal como no Inverno de Sombras. A autora não se perde muito dos detalhes e nas descrições e, de facto, é uma escrita que apresenta um bom ritmo e com um vocabulário simples. Agora, tecnicamente, havia algumas gralhas, alguns erros. Digo "tecnicamente", pois isto tem a ver com o trabalho de revisão (penso eu, uma vez que não tenho grandes conhecimentos em relação ao processo editorial). Algumas palavras tinha falta de letras, havia frases com falta de pontuação, outras, talvez, com excesso... Não digo que isto dificultou a minha leitura, claro que não, mas incomodou um pouquinho... Ainda assim, a autora apresenta uma escrita leve, capaz de transmitir humor e as diversas emoções das personagens. 

Concluindo, apesar de certas falhas, este é um bom romance de uma jovem escritora que está a dar grandessíssimos passos na literatura portuguesa! Aliás, é notável o seu talento para contar histórias lindas e cativantes, principalmente pelo facto de elas se inserem no sobrenatural! Uma escritora a não perder :D

P.S- Um pormenor estético: adorei a capa do livro, mas penso que deveria ter tido alguns elementos sobrenaturais... Quem olha para a capa, pensa que a obra é apenas uma história romântica. Mas, como tinha dito, é muito bonita! :)


Classificação: 8,5/10 estrelas

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Divulgação: Para que não te percas no bairro, de Patrick Modiano


Sinopse retirada do site da Bertrand: Várias décadas passaram desde que Jean Daragane, em criança, viveu em Saint-Leu-la-Forêt. Agora, sexagenário, escritor, mal pensa nisso. Leva uma existência solitária, o telefone raramente toca, praticamente não escreve. Até que acontece um «quase nada». Como que uma picada de inseto, que a princípio parece muito leve. Esse «quase nada» é o aparecimento de uma velha agenda telefónica onde figura o nome de Guy Torstel. Arrastado para o passado, para a Paris dos anos 1950 e 1960, Daragane vai-se confrontar com a memória de Annie Astrand, que foi para ele uma espécie de mãe e, mais tarde, talvez uma amante…