sábado, 27 de janeiro de 2018

Prendas de aniversário!

Fiz 21 anos no passado dia 19 de janeiro e, claro, recebi alguns livros!


Apresento-vos, primeiro, os romances portugueses que recebi. Recebi dois de autores diferentes, sendo que já conhecia um deles, Afonso Cruz (li Os livros que devoraram o meu pai- A estranha e mágica história de Vivaldo Bonfim para uma das cadeiras do meu curso). Fiquei contente quando vi que tinha mais um livro do autor.



Sinopse retirada do site da Bertrand: «Apesar da beleza da paisagem, dos campos de arroz, do verde omnipresente, dos templos hindus, dos macacos zangados, uma das melhores coisas que trouxe de Bali foi uma oferta do João, que me embrulhou e ofereceu uma palavra, talvez duas: Jalan significa rua em indonésio, disse-me. Também significa andar. Jalan jalan, a repetição da palavra, que muitas vezes forma o plural, significa, neste caso, passear. Passear é andar duas vezes. (…) Passear é o que fazemos para não chegar a um destino, não se mede pela distância nem pela técnica de colocar um pé à frente do outro, mas sim pelo modo como a paisagem nos comoveu ou como o voo de um pássaro nos tocou. É um pouco como a arte, tem o valor imenso de tudo aquilo que não tem valor nenhum. Pode não ter razão, destino, objetivo, utilidade, e é exatamente aí que reside a riqueza do passeio. Não existem profissionais do passeio. Chesterton, que era um grande apologista do amador, dizia que as melhores coisas da vida, bem como as mais importantes, não são profissionalizadas. O amor, quando é profissionalizado, torna-se prostituição.»




Quanto ao outro autor, João Pinto Coelho, ainda não li nada dele, mas ainda bem que uma amiga escolheu oferecer-me o primeiro romance do escritor, Perguntem a Sarah Gross, que foi um dos finalistas do Prémio Leya em 2014.




Sinopse retirada do site da Bertrand: Em 1968, Kimberly Parker, uma jovem professora de Literatura, atravessa os Estados Unidos para ir ensinar no colégio mais elitista da Nova Inglaterra, dirigido por uma mulher carismática e misteriosa chamada Sarah Gross. Foge de um segredo terrível e procura em St. Oswald’s a paz possível com a companhia da exuberante Miranda, o encanto e a sensibilidade de Clement e sobretudo a cumplicidade de Sarah. Mas a verdade persegue Kimberly até ali e, no dia em que toma a decisão que a poderia salvar, uma tragédia abala inesperadamente a instituição centenária, abrindo as portas a um passado avassalador. Nos corredores da universidade ou no apertado gueto de Cracóvia; à sombra dos choupos de Birkenau ou pelas ruas de Auschwitz quando ainda era uma cidade feliz, Kimberly mergulha numa história brutal de dor e sobrevivência para a qual ninguém a preparou.
Rigoroso, imaginativo e profundamente cinematográfico, com diálogos magistrais e personagens inesquecíveis, Perguntem a Sarah Gross é um romance trepidante que nos dá a conhecer a cidade que se tornou o mais famoso campo de extermínio da História. A obra foi finalista do prémio LeYa em 2014.



A terceira oferta é um livro de Ficção Científica cuja ação ocorre na mesma galáxia da saga Star Wars. Lost Stars, de Claudia Gray, tem como personagens principais o aristocrata Thane Kyrell e a aldeã rural Ciena Reebond, que se conhecem graças à  paixão por aviação. Sonham entrar para a Academia Imperial para se tornarem em pilotos de caça em nome do glorioso Império, o que acaba por acontecer. No entanto, Thane parece querer mudar de ideias quando vê os métodos horríveis usados pelo Império. Junta-se, então, à Rebelião, colocando Ciena numa posição insuportável. Deverá  escolher ser leal ao Império ou apoiar o homem que conhece desde a sua infância?





A quarta e última oferta foi The Nightingale (O Rouxinol, na edição portuguesa), de Kristin Hannah. Sempre quis ler este livro, pois é um romance de ficção histórica que se passa na Segunda Guerra Mundial e é muito amado por muitos leitores.


Sinopse retirada do site da Bertrand: Na tranquila vila de Carriveau, Vianne despede-se do marido, Antoine, que parte para a frente da batalha. Ela não acredita que os nazis vão invadir a França… mas é isso mesmo que fazem, em batalhões de soldados em marcha, em caravanas de camiões e tanques, em aviões que enchem os céus e largam as suas bombas por cima dos inocentes. Quando um capitão alemão reclama a casa de Vianne, ela e a filha passam a ter de viver com o inimigo, sob risco de virem a perder tudo o que têm. Sem comida, dinheiro ou esperança, e à medida que a escalada de perigo as cerca cada vez mais, é obrigada a tomar decisões impossíveis, uma atrás da outra, de forma a manter a família viva. Isabelle, a irmã de Vianne, é uma rebelde de dezoito anos, que procura um objetivo de vida com toda a paixão e ousadia da juventude. 
Enquanto milhares de parisienses marcham para os horrores desconhecidos da guerra, ela conhece Gäetan, um partisan convicto de que a França é capaz de derrotar os nazis a partir do interior. Isabelle apaixona-se como só acontece aos jovens… perdidamente. Mas quando ele a trai, ela junta-se à Resistência e nunca olha para trás, arriscando vezes sem conta a própria vida para salvar a dos outros. Com coragem, graça e uma grande humanidade, a autora best-seller Kristin Hannah capta na perfeição o panorama épico da Segunda Guerra Mundial e faz incidir o seu foco numa parte íntima da história que raramente é vista: a guerra das mulheres. 

O Rouxinol narra a história de duas irmãs separadas pelos anos e pela experiência, pelos ideais, pela paixão e pelas circunstâncias, cada uma seguindo o seu próprio caminho arriscado em busca da sobrevivência, do amor e da liberdade numa França ocupada pelos alemães e arrasada pela guerra. Um romance muito belo e comovente que celebra a resistência do espírito humano e em particular no feminino. Um romance de uma vida, para todos.



Por fim, mostro-vos um livro que comprei com parte do dinheiro que recebi na minha festa de aniversário. É um outro romance de João Pinto Coelho, Os Loucos da Rua Mazur. Apesar de ainda não ter lido o primeiro livro do autor (já que o recebi no dia dos meus anos), decidi comprar o seu segundo na mesma, pois ele estará cá, em São Miguel, no dia 24 de fevereiro. Pretendo ler os dois romances antes da sessão de lançamento d'Os Loucos da Rua Mazur, que foi o livro vencedor do Prémio Leya 2017.


Sinopse retirada do site da Bertrand: Quando as cinzas assentaram, ficaram apenas um judeu, um cristão e um livro por escrever.Paris, 2001. Yankel - um livreiro cego que pede às amantes que lhe leiam na cama - recebe a visita de Eryk, seu amigo de infância. Não se veem desde um terrível incidente, durante a ocupação alemã, na pequena cidade onde cresceram - e em cuja floresta correram desenfreados para ver quem primeiro chegava ao coração de Shionka. Eryk - hoje um escritor famoso - está doente e não quer morrer sem escrever o livro que o há de redimir. Para isso, porém, precisa da memória do amigo judeu, que sempre viu muito para além da sua cegueira. 

Ao longo de meses, a luz ficará acesa na Livraria Thibault. Enquanto Yankel e Eryk mergulham no passado sob o olhar meticuloso de Vivienne - a editora que não diz tudo o que sabe -, virá ao de cima a história de uma cidade que esteve sempre no fio da navalha; uma cidade de cristãos e judeus, de sãos e de loucos, ocupada por soviéticos e alemães, onde um dia a barbárie correu à solta pelas ruas e nada voltou a ser como era.

Na senda do extraordinário Perguntem a Sarah Gross, aplaudido pelo público e pela crítica, o novo romance de João Pinto Coelho regressa à Polónia da Segunda Guerra Mundial para nos dar a conhecer uma galeria de personagens inesquecíveis, mostrando-nos também como a escrita de um romance pode tornar-se um ajuste de contas com o passado.




E, por agora, é tudo! Já leram algum destes livros?

3 comentários:

  1. Acabei anteontem "Os Loucos da Rua Mazur". É lindíssimo e doloroso, fiquei curiosa para ler o Sarah Gross também. Espero escrever uma resenha em breve, mas tenho o blog super atrasado :p

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  2. Cada vez mais curiosa em relação a esse livro, então! O meu problema com o blog é o conteúdo. Deveria postar mais coisas. Praticamente só publico opiniões e compras.... Fico à espera da resenha! :)

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  3. Eu também é isso, e umas livrarias e poucas mais coisas :D mas entre trabalho, estudos e vida em geral, as coisas vão ficando por postar! :)

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