sábado, 23 de dezembro de 2017

Compras acumuladas!

É tão bom estar de férias, porque isso significa que agora tenho tempo (e energia) para escrever publicações aqui no blogue! E aqui está a primeira após uma longa ausência!



Os três primeiros livros foram adquiridos numa feira do livro que se situa em Ponta Delgada e os outros dois foram comprados no hipermercado Continente.






Estudei Auto da Barca do Inferno no nono ano e lembro-me de gostar das aulas dedicadas a esta obra. Agora, tenho-a na estante!



Sinopse retirada do site da Bertrand: O Auto da Barca do Inferno, dito na primeira edição impressa, em 1518, para «contemplação da sereníssima e muito católica rainha Lianor, nossa senhora, e representado por seu mandado ao poderoso príncipe e mui alto rei Manuel, primeiro de Portugal deste nome» e qualificado nessa mesma edição como «Auto de moralidade», foi representado pela primeira vez em 1517. No início da peça, o autor «declara» (esclarece) o argumento, explicando que as almas, depois de se libertarem dos seus corpos terrestres, se dirigem a um braço de mar onde duas barcas as esperam: uma delas, conduzida por um Anjo, levará as almas ao Paraíso; a outra, tripulada pelo Diabo e pelo seu Companheiro, rumará ao Inferno













Apesar de, até agora, não ter gostado das obras de Agustina Bessa-Luís que li (não concluí A Sibila e não gostei muito do Vale Abraão, romance que tive de ler para a Universidade), decidi comprar Fanny Owen, porque falaram sobre este livro no programa Literatura Aqui, que passa na RTP2. Fiquei curiosa e decidi dar mais uma oportunidade à autora. Será que à terceira é de vez?

Sinopse retirada do site da Bertrand: Escritora torrencial, com mais de meia centena de títulos espraiados por romance, crónica, teatro, conto, biografia. Norteada por uma intuição irracionalista peculiar, Agustina Bessa-Luís tem, como motivos angulares da sua obra . o sentido da vida e da morte e os enigmas do ser, o que lhe imprime uma dimensão universalista, independentemente da evocação dos espaços rurais nortenhos ou do Porto burguês.Fanny Owen (1979), trata duma história eminentemente romântica envolvendo um triângulo amoroso, rapto, abandono, despeito, ciúme e vingança, morte por tísica e por desgosto, suicídio.
Fanny corporizará o estereótipo romântico da mulher angelical e demoníaca, com uma força de atração irresistível que desperta paixões devastadoras. É uma espécie de símbolo erótico, vazia de alma, manipulada pelos dois pretendentes (José Augusto Pinto de Magalhães e Camilo Castelo Branco), enquanto veículo de desejo, de domínio e de paixão.










Comprei este livro, porque vi que Virginia Woolf admirava esta escritora (Woolf foi mencionada nas aulas de Estudos Culturais e, desde então, tenho curiosidade acerca das obras dela e daquilo que ela lia). Depois, descobri que, quando foi publicado, foi muito polémico, pois retrata uma relação lésbica. Já ouviram falar neste livro?


Sinopse retirada do site da Bertrand: O Poço de Solidão foi lançado em 1928, tal como Orlando de Virginia Woolf e provocou um enorme alvoroço em toda a Europa e na América. Foi proibido em Inglaterra, decisão que fez nascer entre os sectores mais libertários da sociedade da época um movimento de luta pela liberdade de expressão. Banido das livrarias, deu origem a uma troca de artigos inflamados entre editores e jornalistas conservadores e anárquicos e tornou-se um «sucesso escandaloso» passado de mão em mão, em cópias contrabandeadas, de Paris para Berlim e de Londres para os Estados Unidos. A personagem central do romance é Stephen, uma jovem herdeira inglesa baptizada com um nome masculino pelo pai desgostoso pelo facto de não ser «o tão desejado filho varão». A narrativa, escrita num registo ardente e sensível e com uma abordagem psicológica crua e directa, acompanha Stephen ao longo da vida e retrata a sua luta para se afirmar, apesar de cedo perceber o quão difícil é ser-se respeitado na sociedade inglesa do começo do século XX. A ingenuidade de Stephen, sempre à espera de ser aceite tal como é, uma mulher trabalhadora, com ambições e capaz de ganhar o seu próprio sustento, é verdadeiramente enternecedora. A obra deixou boquiabertos os moralistas da época, que alegavam que a mesma lançava uma luz favorável sobre comportamentos que consideravam exemplos de libertinagem. A luta pela aceitação travada por Stephen, a protagonista, confunde-se com a de Radclyffe Hall, a sua autora, que lutava contra a proibição do seu livro de uma forma panfletária e quase pré-militante que deixava irritados tanto os conservadores quanto os espíritos mais anárquicos ou libertários.











Bana Alabed só tem 8 anos, mas já viveu muitos horrores devido à guerra na Síria. Enquanto não saiu de lá, com a ajuda da sua mãe, partilhava as suas experiências no Twitter, falando sobre ataques aéreos, medo e morte. Agora, vive na Turquia e escreveu um livro, com a mãe, sobre a vida numa Síria a ser destruída aos poucos pela guerra. Pretendo ler mais livros de não-ficção e tentar perceber o que se passa no mundo e, por isso, comprei este livro.


Sinopse retirada do site da Bertrand: Quando Bana Alabed, uma menina de oito anos, acedeu ao Twitter para descrever os horrores da guerra na Síria, onde ela e a família viviam, as suas mensagens angustiantes emocionaram o mundo e deram voz a milhões de crianças inocentes. A infância feliz de Bana foi subitamente interrompida pela guerra civil no país, quando tinha apenas três anos. Ao longo dos quatro anos seguintes, ela testemunhou diariamente os efeitos de bombardeamentos, a destruição e o medo. Esta aterradora experiência culminou no violento cerco de Aleppo em que Bana, os pais e os dois irmãos mais novos ficaram encurralados, com escasso acesso a alimentos, água, medicamentos e outros bens essenciais.
Perante a permanente ameaça de morte causada pelas bombas implacáveis que caíam perto deles - uma delas destruiu por completo a casa onde habitavam -, Bana e a família não tiveram alternativa senão tentar deixar o cenário de violência em Aleppo e procurar, apesar de todos os riscos, um plano de evacuação para a Turquia. Escrito com as próprias palavras de Bana e incluindo cartas comoventes de Fatemah, sua mãe, Querido Mundo não é apenas um relato absorvente de uma família num país em guerra - é também um olhar único e pungente de uma criança sobre uma das maiores crises de sempre da Humanidade. Bana perdeu a sua melhor amiga, a escola que frequentava, o lar e a sua terra natal. Mas não perdeu a esperança - para ela e para todas as crianças do mundo que são vítimas e refugiadas de guerra e que merecem uma vida melhor.









Por fim, comprei Objetos Cortantes, de Gillian Flynn. Gostei muito de ler Em Parte Incerta e, desde então, estava à espera da altura certa para comprar um outro romance de Flynn. E aqui está ele, com 40% de desconto direto na altura em que o adquiri!


Sinopse retirada do site da Bertrand: Recém-chegada de um internamento breve num hospital psiquiátrico, Camille Preaker tem um trabalho difícil entre mãos. O jornal onde trabalha envia-a para a cidade onde foi criada com o intuito de fazer a cobertura de um caso de homicídio de duas raparigas. 
Há anos que Camille mal fala com a mãe, um mulher neurótica e hipocondríaca, e quase nem conhece a meia-irmã, uma bela rapariga de treze anos que exerce um estranho fascínio sobre a cidade. 
Agora, instalada no seu antigo quarto na mansão vitoriana da família, Camille dá por si a identificar-se com as vítimas. As suas pistas não a conduzem a lado algum e Camille vê-se obrigada a desvendar o quebra-cabeças psicológico do seu passado para chegar ao cerne da história. Acossada pelos seus próprios fantasmas, terá de confrontar o que lhe aconteceu anos antes se quiser sobreviver a este regresso a casa.






Por agora, é tudo!!! Adquiriram muitos livros durante a minha ausência?



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