sábado, 26 de agosto de 2017

Visita literária: Casa Fernando Pessoa

Está na altura de falar um pouco sobre a minha viagem por Lisboa! É uma cidade culturalmente fantástica e que tem muita vida. Senti-me muito bem lá e mal posso esperar por ver novamente esta magnífica capital.

Enquanto estive lá, vi museus, monumentos e, claro, sítios relacionados com a literatura. Um deles foi a Casa Fernando Pessoa.


Prefiro publicar uma imagem na página de Facebook.

A Casa Fernando Pessoa situa-se na Rua Coelho da Rocha e foi onde o poeta modernista português viveu os seus últimos quinze anos de vida. Lá, há várias divisões apropriadas para os visitantes. Há a sala multimédia, a reconstituição do quarto de Fernando Pessoa,  uma exposição intitulada "Nós, os de Orpheu", o auditório, a biblioteca e, no exterior, a cafetaria/ restaurante. Quando fui lá, vi a sala multimédia, conhecida por "Sonhatório", a exposição, a recriação do quarto e a biblioteca. No fim, comprei algumas lembranças na loja que se encontra logo à entrada.


A primeira divisão que eu visitei foi o "Sonhatório", que contém muitos ecrãs recheados de informações acerca da vida de Pessoa e dos seus familiares. Também podemos ver os objetos pessoais, como os óculos, documentos, fotografias, entre outros. Havia, ainda, vídeos de pessoas a recitarem poemas. Adorei ver os seus objetos pessoais, bem como a fotobiografia do autor. Foi muito bom ver, por exemplo, as suas anotações e o tipo de livros que Pessoa possuía. Além disso, tive acesso a muita informação biográfica que desconhecia. É, então, uma divisão obrigatória para os amantes do poeta modernista.


Objetos pessoais de Fernando Pessoa.

Depois, vi a reconstituição de um dos quartos do apartamento da família do poeta. Aí, podemos ver móveis originais de Pessoa, como a famosa cómoda, onde ele criou os heterónimos, uma máquina de escrever, um retrato a óleo que foi elaborado quando tinha 24 anos e documentos relacionados com a sua educação.


Parte da reconstituição do quarto de Fernando Pessoa. E aí está a famosa cómoda.



Ao sair do quarto, fui para o varandim, onde havia mais documentos relacionados com a vida de Pessoa. Daí, podemos ver o retrato pintado por Almada Negreiros, em 1954, em homenagem ao amigo. É olhando para baixo que podemos ver a exposição "Nós, os de Orpheu".


Retrato da autoria do pintor modernista português Almada Negreiros e parte da exposição "Nós, os de Orpheu".

Antes de ver a exposição, dei uma vista de olhos pela biblioteca pública que a Casa tem. É a única do país especializada em poesia e está cheia de livros de poesia mundial, havendo, ainda, traduções da obra pessoana.


Estava a folhear um livro que continha cartas partilhadas entre Fernando Pessoa e Ophélia Queiroz, namorada do poeta.



Já perto do fim, vi a exposição "Nós, os de Orpheu", que contém informação sobre os poetas que se dedicaram à criação da revista Orpheu. Há apresentações biobibliográficas e expõe-se como foi que estes artistas ajudaram na elaboração da revista que viria a causar um grande reboliço no meio literário português dos inícios do século XX. É, de facto, necessário lembrar que o Modernismo literário português não foi somente marcado por Fernando Pessoa. Há outro grandes nomes, como Mário de Sá-Carneiro, José de Almada-Negreiros (ele não foi apenas pintor), entre outros, havendo participação de pintores portugueses (Santa-Rita Pintor e Amadeo de Souza-Cardoso) e de poetas brasileiros (Ronald de Carvalho, por exemplo).


A Revista Orpheu só teve dois números, embora já houvesse planos para organizar um terceiro.

Antes de abandonar esta linda Casa, estive algum tempo na loja a ver o que poderia levar para casa como recordação. Comprei marcadores e O Mendigo, um livro que reúne contos de Fernando Pessoa.



A Casa Fernando Pessoa é uma paragem obrigatório para qualquer aluno de Literatura que visite Lisboa ou que vive lá. É, também, ideal para quem simplesmente goste do autor e queira saber mais acerca da mente brilhante que foi capaz de criar heterónimos igualmente fascinantes.


E vocês? Já visitaram a Casa Fernando Pessoa?






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