terça-feira, 7 de março de 2017

As mulheres que receberam o Prémio Nobel da Literatura (parte 1)

Como hoje é o Dia Internacional da Mulher, decidi escrever duas publicações sobre as 14 mulheres laureadas pelo Prémio Nobel da Literatura. Sim, apesar de o Prémio já ter distinguido 110 escritores, apenas 14 são mulheres.



A primeira mulher galardoada foi Selma Lagerlöf, escritora sueca que nasceu a 20 de novembro de 1858 e faleceu a 16 de março 1940. Escreveu essencialmente romances com temas românticos e morais, focando-se em dilemas morais e em temáticas religiosas e sobrenaturais.
Recebeu o Nobel da Literatura em 1909 devido à sua "imaginação vívida" e à "perceção espiritual que caracteriza os seus trabalhos".
O livro mais conhecido da autora é Maravilhosa Viagem de Nils Holgersson Atraves da Suécia.


Selma Lagerlöf.jpg
Selma Ottilia Lovisa Lagerlöf é umas escritoras suecas mais lidas a nível internacional.
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17 anos depois, em 1926, a italiana Grazia Deledda recebeu o Nobel da Literatura por lidar com "profundidade e simpatia" os problemas humanos em geral. Nasceu a 28 de setembro de 1871 e faleceu a 15 de agosto de 1936. O seu livro mais conhecido é Canne al vento.


Nuoro, local de nascimento de Grazia Deledda, serviu como cenário de Canne al vento.

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Não foi preciso esperar muito por haver uma terceira mulher na lista dos laureados. Em 1928, foi a vez da norueguesa Sigrid Undset ser escolhida pela comité. Destacou-se "principalmente pelas suas poderosas descrições da vida nórdica durante a Idade Média". Nasceu a 20 de maio de 1882 e faleceu a 10 de junho de 1949. Foi a trilogia Kristin Lavransdatter que cativou o júri do Nobel.


Ficheiro:Sigrid Undset 1928.jpg
Aos 22 anos, já tinha o seu primeiro manuscrito finalizado (um romance histórico que tinha como cenário a Dinamarca medieval).
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Dez anos depois, o Nobel foi para uma escritora americana que viveu na China. Pearl S. Buck foi a vencedora em 1938 graças às "suas descrições ricas e verdadeiramente épicas da vida camponesa da China" e às "suas obras-primas biográficas". Nasceu a 26 de junho de 1892 e faleceu a 6 de março de 1973. O seu primeiro livro publicado foi East Wind: West Wind, em 1930.


Ficheiro:Pearl Buck 1972.jpg
Foi amiga de Eleanor Roosevelt e lutou pelos direitos das mulheres e pela igualdade racial. Ganhou o Prémio Pulitzer de Ficção em 1932.

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Em 1945, o galardão foi para Gabriela Mistral, o pseudónimo da chilena Lucila de María del Perpetuo Socorro Godoy Alcayaga. Nasceu a 7 de abril de 1889 e faleceu a 10 de janeiro de 1957. Recebeu o Nobel graças à sua "poesia lírica que, inspirada por emoções poderosas, tornou o seu nome num símbolo das aspirações idealistas de todo o mundo latino-americano". Sonetos de la Muerte foi a sua primeira publicação.


A vida de Gabriela Mistral foi profundamente marcada pela morte da mãe, em 1929. Assim sendo, os temas principais dos seus poemas são o amor de mãe e a mágoa.



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Em 1966, o Prémio foi atribuído a uma escritora alemã. Nelly Sachs nasceu a 10 de dezembro de 1891 e faleceu a 12 de maio de 1970. A sua "escrita excecional, lírica e dramática, que interpreta o destino de Israel com uma força tocante" foi a razão da decisão da comité sueca responsável pelo Nobel. A sua peça mais conhecida é Eli: Ein Mysterienspiel vom Leiden Israels.


Como judia que viveu as consequências da ascensão do nazismo, Nelly Sachs passou a ser uma grande porta-voz dos judeus, expressando a tristeza e os anseios dos mesmos.

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Durante 25 anos, o Nobel nunca foi entregue a mulheres. Assim, em 1991, finalmente quebrou-se esse intervalo e o prémio foi para a sul-africana Nadine Gordimer. Nasceu a 20 de novembro de 1923 e faleceu a 13 de julho de 2014. Recebeu o Nobel devido à sua "magnífica escrita épica". Os livros são marcados pela vida política e social atribulada do seu país.


Gordimer foi uma das grandes vozes contra o apartheid na África do Sul.


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Daqui a nada, saberão os nomes das restantes laureadas!





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