sábado, 26 de setembro de 2015

Nicola Yoon fala sobre diversidade no mundo literário de Young-Adults



P.S- Se quiserem ler a versão original, cliquem no link da MTV: http://www.mtv.com/news/2261250/nicola-yoon-interview/?xrs=_s.fb_main

Aquando do lançamento de Everything, Everyhting, a MTV entrevistou Nicola Yoon, colocando questões sobre a diversidade na literatura, a adaptação cinematográfico do romance, entre outras.


Este é o primeiro romance de Nicola Yoon e foi publicado no dia 1 de setembro. Apesar de ter chegado há pouco tempo às prateleiras americanas, o livro fez (e continua) a fazer furor.


A MTV introduz a entrevista com um breve resumo da história narrada em Everything, Everything. No romance de Nicola Yoon, estamos perante Madeline, uma jovem que passou toda a sua vida como "prisoneira" na sua própria casa devido à doença rara que tem, que consiste numa alergia ao mundo exterior. Ela é cuidada pela sua mãe, que é enfermeira, e entretém-se com jogos, livros e com a sua própria imaginação. Até aqui, a sua vida tinha sido "normal". No entanto, tudo muda quando um rapaz acaba por ser o seu novo vizinho.


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A autora teve ajuda do seu marido, David Yoon, para as ilustrações do livro.

A entrevista propriamente dita inicia-se com uma pergunta relacionada com a personagem principal, Madeline, que adora livros e dá a sua opinião acerca deles. Esses livros são, na realidade, os favoritos da própria autora, embora, quanto ao The Lord of the Flies ( O Deus das Moscas, na versão portuguesa), a personagem tenha-o o detestado. Já a autora, quando o leu pela primeira vez, também não tinha gostado muito da experiência, mas passou a adorá-lo ao o ter relido numa fase mais adulta. Perguntaram ainda, se o ódio de Madeline pelo livro de William Golding se deve à inveja da personagem de Everything, Everything perante a liberdade das personagens da obra. Como resposta, Yoon confirma que essa é uma parte da razão do ódio de Madeline.


Uma das versões portuguesas de The Lord of the Flies, de William Golding. A autora admite que era demasiado "nova" quando o leu pela primeira vez e, por isso, na altura, não gostou muito da obra.

A pergunta seguinte é sobre a pesquisa sobre Síndrome de Imunodeficiência Combinada Severa que a autora teve de realizar. Yoon confessa que não há grandes explicações médicas no seu livro, pois apenas quis centrar-se no modo de vida da personagem e as suas dificuldades perante esta doença rara. Ainda assim, a escritora fez uma pesquisa online aprofundada. Aliás, algumas pessoas com alergias escreveram-lhe cartas a dizerem que o livro era cuidadoso relativamente a esse assunto.

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 Nicola Yoon teve uma experiência gratificante ao receber cartas de pessoas com alergias que lhe disseram que tinham adorado o livro.

Entretanto, na entrevista, falaram sobre os jogos que Madeline joga com a mãe e as ilustrações que o marido de Nicola Yoon fez propositadamente para o livro. A autora sente-se grata pela ajuda do marido, que foi muito criativo e talentoso ao desenhar para Everything, Everything.



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Esta ilustação, feita por Daniel Yoon, marido da autora, encontra-se no romance.

Uma outra questão colocada na entrevista foi a representação da diversidade no livro. A autora quis escrever um livro diversificado, uma vez que ela própria tem ascendência jamaicana e americana, o marido é metade coreano, metade americano. Aliás, o casal tem uma filha, uma das razões para a criação da personagem Madeline, que é diversificada, já que é afro-americana com descendência asiática. Deste modo, a autora quis que a filha, no futuro, tivesse a possibilidade de ler um livro que aborda a diversidade. De facto, Yoon diz que vive num mundo "maravilhoso, bonito e diversificado" e que adorou escrever um livro centrado nesse tema, pois é necessário combater pela defesa da diversidade. A autora acrescenta que sente-se feliz ao ver leitores a ficarem mais interessados neste tipo de livros.


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A edição dinamarquesa do livro.

Nicola Yoon falou ainda sobre livros, que retratam a diversidade, que também andam a ocupar os corações dos leitores, como é o caso de More Happy Than Not, de Adam Silvera. Mencionou também An Ember in the Ashes, de Sabaa Tahir, entre outros.


More Happy Than Not
O livro de Adam Silvera também tem captado a atenção de muitos leitores, porque fala na descoberta da sexualidade na adolescência.


Para não alongar muito a minha publicação, foram feitas outras perguntas, como o sítio onde a autora iria passar férias, a inspiração para criar a personagem masculina principal Olly e como as pessoas podem ajudar o movimento da diversidade na literatura. No entanto, a pergunta mais importante talvez seja esta: O livro poderá vir a ter uma adaptação cinematográfica?

#tbt to the Everything, Everything launch party when I got to wear my fancy Anthropologie dress! #everythingeverythingbook #nicolayoon #YAlit #ya
Nicola Yoon na festa de lançamento de Everything, Everything.

Foi a própria escritora que falou sobre um possível filme, já que ela comentou que adoraria ver um ator, ou uma atriz, metade japonês, metade afro-americano, a aparecer no grande ecrã. Nesse momento, a MTV perguntou se Nicola tinha em mente alguma atriz específica para interpretar Madeline, ao que a autora respondeu que não tem a mínima ideia; porém, já fica feliz ao pensar que o seu livro poderá vir a ter uma adaptação cinematográfica.

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No dia 20 de setembro, a autora publicou esta fotografia com a seguinte legenda (traduzida por mim): "Saí para ter a lista de bestsellers do The New York Time porque tinha que o ver na versão impressa #inacreditável #escritorafeliz #obrigada."

Para terminar a entrevista, Nicola Yoon anunciou que, neste momento, está a escrever o seu segundo romance, que também se insere na categoria de Young-Adults (Novos-Adultos). A escritora não pôde revelar muito, mas afirma que também haverá amor no seu novo livro.

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