terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Opinião: O Jogo do Anjo, de Carlos Ruiz Zafón

Estou a ler
Sinopse retirada do site da Bertrand: Na turbulenta Barcelona dos anos de 1920, um jovem escritor obcecado com um amor impossível recebe a proposta de um misterioso editor para escrever um livro como nunca existiu, em troca de uma fortuna e, talvez, de muito mais.
Com um estilo deslumbrante e impecável precisão narrativa, o autor de A Sombra do Vento transporta-nos de novo à Barcelona de o Cemitério dos Livros Esquecidos para nos oferecer uma aventura de intriga, romance e tragédia, através de um labirinto de segredos, onde o encantamento dos livros, a paixão e a amizade se conjugam num romance magistral.


Opinião: Informo, desde já, que este é o segundo volume de uma trilogia. Decidi primeiro ler este, uma vez que, nas opiniões que li anteriormente sobre esta trilogia, os livros podem ser livros individualmente. Além disso, este livro que li funciona como uma prequela do primeiro livro desta trilogia, que se denomina de A Sombra do Vento.

Prosseguindo à opinião propriamente dita do livro, pretendo inicialmente indicar que este livro é formidável! Com uma escrita soberba, brilhante e poética, conjugada com um enredo magistral e misterioso, este livro tem tudo para surpreender o leitor que estiver a ler, pela primeira vez, uma obra deste autor magnífico.

Em relação à escrita, como já referi, é uma escrita extremamente poética e grandiosa, sendo, portanto, muito cativante e rica. Já tinha ouvido falar muito bem da escrita deste autor e tais louvores verificam-se neste livro. Quem adora livros com uma escrita floreada, poética e repleta de descrições, irá adorar esta obra.

Quanto ao enredo, este é de facto único e misterioso, cheio de paixão, segredos e passados obscuros. Também está patente o amor pelos livros e, por sua vez, pela escrita, que é defendida como uma arte importantíssima para a vida do ser humano. Ainda assim, também é defendido que a escrita não deve ser encarada como um meio para ser usado pela cobiça e pela sede de poder e riqueza. Logo, a escrita é vista como algo natural e mágica, capaz de preencher as almas solitárias. Estamos também perante intrigas interligadas de forma grandiosa, tragédias sem fim, sofrimento sem solução fácil. Há ainda paixões arrebatadoras e complicadas, bem como amizades honestas e profundas.

Por fim, as personagens são muito diversificadas, isto é, cada uma pessoas características completamente diferentes, a não ser algumas que partilham o amor pelos livros e pela escrita. Além disso, todas elas estão recheadas de mistérios, segredos e de fortes emoções. Apesar deste leque diversificado de personagens, gostei mais da principal, o escritor David Martín, e da sua ajudante, Isabelle, que partilha com David a paixão pela escrita. Não digo que não criei ligações com as outras personagens, mas estas duas foram as que mais me marcaram.

Concluindo, este é um livro magnífico e imponente. Apesar de ser uma obra longa ( houve alturas que, apesar de estar a adorar a leitura, só queria terminar o livro, pois tenho outros para ler), com 568 páginas cheias de intrigas e emoções, é um livro indubitavelmente maravilhoso com uma magia única, patente através da escrita poética do autor. Sem dúvida alguma que, futuramente, irei ler o primeiro livro desta trilogia e, por conseguinte, o terceiro. Aconselho vivamente a leitura deste livro.

P.S- Só um pequeno à parte, nas opiniões que li sobre este livro, muitas pessoas diziam que já tinham lido o primeiro da trilogia e que o segundo (este que eu li, O Jogo do Anjo), não é tão bom como o primeiro. No entanto, afirmam que, quem nunca leu as obras deste autor, irá gostar d' O Jogo do Anjo. Logo, de repente irei "desmaiar" quando for ler A Sombra do Vento!

Classificação: 9/10 estrelas (não dou mais porque, de facto, foi uma leitura longa e, por vezes, sem querer, digamos, ficava impaciente por nunca mais ler o fim).

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