quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Opinião: Le monde de Charlie, de Stephen Chbosky

Estou a ler
Sinopse retirada do site de Skoob: Elogiado pela crítica e adorado pelos leitores, As vantagens de ser invisível que foi adaptado para os cinemas com Emma Watson, a Hermione de Harry Potter, e Logan Lerman, de Percy Jackson, no elenco acaba de ganhar nova reimpressão pela Rocco. Livro de estreia do roteirista Stephen Chbosky, o romance, que vendeu mais de 700 mil exemplares nos EUA desde o lançamento, está de volta ao topo do ranking do The New York Times impulsionado pela adaptação para a telona.

Ao mesmo tempo engraçado e atordoante, As vantagens de ser invisível reúne as cartas de Charlie, um adolescente de quem pouco se sabe - a não ser pelo que ele conta nessas correspondências -, que vive entre a apatia e o entusiasmo, tateando territórios inexplorados, encurralado entre o desejo de viver a própria vida e ao mesmo tempo fugir dela.

As dificuldades do ambiente escolar, muitas vezes ameaçador, as descobertas dos primeiros encontros amorosos, os dramas familiares, as festas alucinantes e a eterna vontade de se sentir infinito ao lado dos amigos são temas que enchem de alegria e angústia a cabeça do protagonista em fase de amadurecimento. Stephen Chbosky capta com emoção esse vaivém dos sentidos e dos sentimentos e constrói uma narrativa vigorosa costurada pelas cartas de Charlie endereçadas a um amigo que não se sabe se real ou imaginário.

Íntimas, hilariantes, às vezes devastadoras, as cartas mostram um jovem em confronto com a sua própria história presente e futura, ora como um personagem invisível à espreita por trás das cortinas, ora como o protagonista que tem que assumir seu papel no palco da vida. Um jovem que não se sabe quem é ou onde mora. Mas que poderia ser qualquer um, em qualquer lugar do mundo.


Opinião: Eu ia postar a sinopse inglesa, mas decidi que o melhor seria publicar, pelo menos, a sinopse brasileira, apesar de ter lido em francês.
É um livro muito bonito! É incrível como vemos Charlie, a personagem principal, a crescer e a aprender à medida que ele nos vai contando como vai a sua vida. É incrível como ele era um menino frágil, muito sensível, muito tímido e inseguro. Contudo, à medida que ele vai escrevendo as suas cartas, nós vemos o quanto ele aprende durante os meses que passa na nova escola. Podemos entender como os amigos lhe são muito importantes, como um professor pode mudar as perspetivas que temos em relação a nós próprios, como a família é fulcral e indispensável na nossa vida. Também percebemos que, apesar do sofrimento, devemos lembrar-nos das coisas positivas e que podemos mudar o rumo da nossa vida.
É um livro que, portanto, nos fala do poder da amizade, do amor da família. Fala-nos de esperança e de desilusões e de como tudo isso tem um grande impacto nas nossas vidas. Adorei ver Charlie crescer. Foi ótimo ver que ele aprendeu e que se preocupa em transmitir ao "amigo" das cartas (que, para mim é, sem dúvida alguma, o leitor) o que aprendeu nos bons e nos maus momentos.
Adore também as personagens, principalmente Charlie, porque me identifico bastante com ele. Eram todas muito individuais, com características muito próprias e únicas, cada uma com a sua própria história.
Aconselho, vivamente, a leitura deste livro. Eu li na versão francesa e achei-a muito simples, o que significa que a versão original, a inglesa, também deve ser muito fácil. Além disso, já vi que há a versão brasileira em alguns sites. Não sei como é que um livro destes, como reconhecimento internacional e com uma adaptação cinematográfica, nunca tenha sido publicada cá em Portugal. Sinceramente, é uma pena.
Em suma, leiam este livro. Não se vão arrepender.

Classificação: 10/10 estrelas

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