quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Opinião: Se Eu Ficar, de Gayle Forman


Sinopse retirada do site da Bertrand: Naquela manhã de Fevereiro, quando Mia, uma adolescente de dezassete anos, acorda, as suas preocupações giram à volta de decisões normais para uma rapariga da sua idade. É então que ela e a família resolvem ir dar um passeio de carro depois do pequeno-almoço e, numa questão de segundos, um grave acidente rouba-lhe todas as escolhas. Nas vinte e quatro horas que se seguem, Mia, em estado de coma, relembra a sua vida, pesa o que é verdadeiramente importante e, confrontada com o que faz com que valha mesmo a pena viver, tem de tomar a decisão mais difícil de todas.

P.S- Esta é a nova capa do livro, uma vez que foi adaptado para o grande ecrã. A sua estreia em Portugal está marcada para 28 de agosto.

Opinião: Se Eu Ficar é um livro pequeno, mas com uma história gigante e bonita, capaz de cativar o coração de qualquer leitor. E foi isso que me aconteceu. Senti-me, imediatamente, ligada à Mia (a personagem principal), à família inspiradora que tem e ao namorado Adam que é um querido. Este livro fala-nos de um assunto muito complicado e doloroso: a morte. Haverá vida depois da morte? Será que ficamos a vaguear por aí como fantasmas confusos? Ou será que há algo que nos pode prender cá? Algo que nos dê forças e que diga: ainda não está na hora? Este é um livro pequeno, mas que nos faz refletir muito. Fala-nos da dor, da esperança, do poder do amor. Do poder da família, dos amigos. Fala-nos, ainda, da importância do futuro, um futuro incerto e misterioso. Mas também fala-nos de um passado que passou a ser um conjunto de memórias e lições. Resumindo, fala-nos, realmente, do significado da vida, mas o significado que cada pessoa tem acerca da vida e de como a vida é um aglomerado de memórias valiosas, de momentos sensacionais. A vida é uma dádiva; ora aí está uma coisa que concluí quando acabei de ler esta história maravilhosa.´
Portanto, digo que sim se me perguntarem se gostei da história. Digo que, aliás, adorei esta história esplêndida por ter uma escrita tão simples, como se fosse um diário de alguém que nos confidenciou um pouco da sua vida. É um livro que nos faz refletir e que nos ensina.
É claro que houve coisas que achei um pouco descabidas, ou que, simplesmente, não faziam sentido para mim. Contudo, não são coisas muito significativas em comparação à profundidade desta história.
Gostei muito de Mia falar das suas memórias. Eu própria senti que, como ela estava entre a vida e a morte, ela acabou por dar valor a coisas tão simples e pequenas, ou então também senti que houve momentos dos quais ela não refletiu muito, mas naquela fase complicada, ela tentou perceber. Ela acabou por valorizar a sua vida. E é isso que devemos fazer: a nossa vida não está garantida. Nós é que temos que dar tudo por tudo para sentirmos que estamos vivos e que isso é o pensamento mais importante que devemos ter. A vida é uma incerteza. Não devemos deixá-la passar por coisas fúteis. Temos é que vivê-la como se o amanhã não existisse e como se o ontem não tivesse acontecido. Devemos viver o hoje. Aproveitar o presente.
Em suma, aconselho vivamente a leitura deste livro. Não ser por ser uma fonte de sabedoria, mas também pelo facto de a autora transmitir uma história colossal através de uma escrita fluída e acessível que nos faz prender à história.

Classificação: 9.5/ 10

Sem comentários:

Enviar um comentário