sábado, 6 de julho de 2013

Opinião: Imperfeitos, de Scott Westerfield

P.S- Esta opinião pode conter spoilers para quem ainda não leu o livro!



Sinopse: Num mundo de extrema beleza, a normalidade é sinónimo de imperfeição. 
Num futuro não tão distante quanto isso, não há guerras, nem fome, nem pobreza. O mundo é perfeito. Todos são perfeitos. Pelo menos, depois de completarem 16 anos. Qualquer um pode ter a aparência de um supermodelo… e que mal haveria nisso?
Tally Youngblood mal pode esperar pelo seu décimo sexto aniversário, altura em que será submetida à cirurgia radical que a transformará de uma mera Imperfeita para uma deslumbrante Perfeita. Uns lábios bem delineados, um nariz proporcional, um corpo ideal… é tudo o que sempre quis. Já para não falar que uma vida de diversão num paraíso de alta tecnologia espera por si.
Mas quando a sua melhor amiga decide virar as costas a esta vida perfeita e foge, Tally descobre um lado inteiramente novo do mundo dos Perfeitos - e que, por sinal, nada tem de perfeito. É então forçada a fazer a pior escolha possível: encontrar a amiga e traí-la ou perder para sempre a possibilidade de se tornar Perfeita.
Seja qual for a sua decisão, a sua vida nunca mais será a mesma. 


Opinião: Antes de ler este livro, ou seja, na altura em que o comprei, tinha grandes expetativas quanto ao seu conteúdo. Todavia, não me parece que foram correspondidas. Não estou a dizer que o livro é mau. Aliás, é um bom livro, mas considerei-o como sendo um livro para "passar tempo". 

Tem uma escrita muito simples e leve, os seus capítulos apresentam títulos relacionados com o que irão relatar e esses mesmos capítulos são pequenos, dando a ideia de que queremos ler mais um. Além disso, pretendo dizer que o livro é bom, não só devido à escrita em si, como também devido ao tema, isto é, a perfeição. Está sempre presente a ideia de o quanto a sociedade quer ser perfeita, sendo que todos são facilmente influenciados e, praticamente, "iguais" em certas atitudes. Por isso, neste livro, está pretende críticas quanto a uma sociedade que trabalha apenas para ser perfeita, apesar de também criticar a sociedade em que nós (posso talvez dizer os leitores) vivemos, ou seja, o modo como vivemos, já que  o autor não critica apenas a perfeição, mas sim, o modo de viver.

Por sua vez, na sociedade presente neste livro, temos os Imperfeitos, os Recém-Perfeitos ( os que acabaram de fazer a cirurgia), os Perfeitos de Meia-Idade, os Anciãos e os Especiais. Além destes, temos os Fumegantes, que são os Imperfeitos que mudaram de ideias quanto à cirurgia, e os Ferrugentos, a sociedade anterior a esta.

Contudo, nesta sociedade criada pelo autor, para se ser Perfeito, aos 16 anos, é necessário realizar uma cirurgia drástica, ao ponto de a pessoa, no final, ter um corpo correspondente ao padrão perfeito. 
No entanto, para além de haver transformações físicas, também a mente transforma-se, ficando adaptada para o novo estatuto desta sociedade, ou seja, fica adaptada para agir como um Recém-Perfeito.

Em suma, gostei muito do tema criado pelo autor, tal como também gostei muito da sociedade que criou, mas achei que as personagens não eram muito ricas nem complexas e, por vezes, eu conseguia prever certas coisas que acabavam por acontecer. Assim, achei este livro simples, previsível, mas é um livro que se lê muito bem e que retrata e critica muito bem a ideia da perfeição, o absurdo de tal ideia. Por isso, este é um livro criativo e que nos faz refletir muito acerca de certas ideias da nossa sociedade.

Por isso, aconselho a leitura deste livro.

Classificação: 3.5/5 estrelas


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