quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Mais um habitante novo na estante!

Na passada segunda-feira, fui às compras e, claro, fiquei algum tempo a ver se havia livros interessantes no Continente. Havia, então, por exemplo, Mulher-Maravilha- Dama da Guerra, de Leigh Bardugo. Este livro é o primeiro de uma coleção focada nas versões mais jovens das figuras mais notáveis do universo DC Comics. O primeiro livro, como é óbvio, é sobre a Mulher-Maravilha. Já saiu, nos EUA, o segundo livro, sobre o Batman, e, mais tarde, sairá um sobre a Catwoman e, por fim, um sobre o Super-Homem.




Sinopse retirada do site da Bertrand:
Todas as lendas têm um início. Diana tornar-se-á uma lenda, mas primeiro deverá enfrentar uma jornada (i)mortal! 

Diana: Filha de Imortais 

Da ilha das imortais Amazonas, a princesa Diana apenas pode observar o Mundo dos Homens, sem interferir. Mas no momento em que assiste a um naufrágio, e a vida de uma rapariga corre perigo, o instinto da princesa fala mais alto. Ao socorrer e trazer uma mortal para a ilha, viola uma das regras sagradas e arrisca-se a ser exilada. Pior ainda, esta não é uma rapariga qualquer e, ao salvá-la, Diana pode ter condenado o mundo. 

Alia: Filha da Morte 
Depois de o barco explodir, Alia Keralis luta pela vida. Não sabe que a tentam matar. Não sabe quem é aquela jovem misteriosa e incrivelmente forte que aparece em seu auxílio. E não sabe que ela própria é uma Dama da Guerra, descendente direta de Helena de Troia, uma linhagem condenada a trazer a guerra ao mundo. 

Irmãs de Armas 
Enquanto todos procuram assassinar Alia, a Dama da Guerra, para evitar que o mundo tenha um fim trágico, a princesa Diana sabe que há outra solução. Mas para isso terá de abandonar a sua ilha, entrar no Mundo dos Homens e enfrentar perigos inimagináveis. Uma verdadeira demanda que exigirá a confiança e a coragem de ambas para, como irmãs, enfrentarem as forças da guerra.


Como já tinha lido um número suficiente de opiniões acerca deste livro, e porque fiquei maravilhada com esta personagem depois de ver o filme Wonder Woman, decidi comprar o livro.

Já leram este livro? Acham interessante a adaptação para romance de personagens de banda desenhada?



segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Primeira aquisição literária de 2018!

E, no sétimo dia de 2018, realizei a minha primeira compra literária do novo ano! Optei por um autor português que ainda me é desconhecido, João Tordo.


Há sempre um burburinho quando João Tordo publica um livro, principalmente desde que recebeu o Prémio Literário José Saramago em 2008. 

Sempre li muitas críticas positivas acerca d'O luto de Elias Gro, publicado em 2015. É o primeiro de uma trilogia que já se encontra completa. Portanto, quando vi este livro na Bertrand, decidi que era altura de o comprar.



Sinopse retirada do site da Bertrand:
Numa pequena ilha perdida no Atlântico, um homem procura a solidão e o esquecimento, mas acaba por encontrar muito mais. 
A ilha alberga criaturas singulares: um padre sonhador, de nome Elias Gro; uma menina de onze anos perita em anatomia; Alma, uma senhora com um coração maior do que a ilha; Norbert, um velho louco que tem por hábito vaguear na noite; e o fantasma de um escritor, cuja casa foi engolida pelo mar. 
O narrador, lacerado pelo passado, luta com os seus demónios no local que escolheu para se isolar: um farol abandonado, à mercê dos caprichos da natureza - e dos outros habitantes da ilha. Com o vagar com que mudam as estações, o homem vai, passo a passo, emergindo do seu esconderijo, fazendo o seu luto, e descobrindo, numa travessia de alegria e dor, a medida certa do amor. 
O luto de Elias Gro é o romance mais atmosférico e intimista de João Tordo, um mergulho na alma humana, no que ela tem de mais obscuro e luminoso.







Quando chegar a altura de o ler, espero gostar do livro!

E vocês? Já leram algum livro de João Tordo?





sábado, 6 de janeiro de 2018

Opinião: Winter (#4 The Lunar Chronicles), de Marissa Meyer



Winter é o quarto e último capítulo da luta de Cinder contra a rainha de Luna, Levana. Neste livro, acompanhamos a princesa Winter, a adaptação da Branca de Neve. Winter é enteada da rainha Levana, que não gosta dela, pois o povo de Luna venera e ama imenso a inocente rapariga que, ao contrário dos restantes habitantes de Luna, não usa os seus poderes de manipulação. Por isso, passou a vida a ver coisas que não existem e é gozada pela corte que, ainda assim, a admira. Tendo como único verdadeiro amigo um fiel guarda, Jacin, Winter faz todos os possíveis para que haja justiça no reino da madrasta. Junta-se, então, a Cinder e aos restantes elementos do grupo que pretende libertar não só o planeta Terra, mas também Luna das garras do reinado de horror de Levana. Finalmente em Luna, mas sofrendo ataques planeados pela malvada rainha, como irá Cinder ter sucesso na sua demanda?


Winter foi um desfecho maravilhoso desta coleção de Ficção Científica fantástica. Nota-se o cuidado em ter um final estrondoso e bem planeado, para que não fosse um fim rebuscado e forçado. Com um ritmo um pouco mais lento do que os restantes livros, este último volume mostra melhor que, de facto, há uma guerra a acontecer e que não há tempo para conflitos amorosos, embora o amor esteja sempre presente como uma força que move e inspira as pessoas. Aborda questões sensíveis como a saúde mental e a importância da beleza numa sociedade superficial e obcecada pela ideia de perfeição e de poder. É aqui que as personagens se desenvolvem ainda mais e se tornam cada vez mais reais. A escrita também é mais cuidada e nota-se a maturidade criativa.


Fanart de Winter.


Em relação à linha narrativa, gostei de como a autora equilibrou a sua paixão por Sailor Moon com a tradicional história da Branca de Neve, adicionando a sua capacidade de transformar história já muito conhecidas. É o livro mais "pesado" por retratar mortes, dor, cenas de luta e de tortura, mas não ficam de lado o amor, a amizade e a esperança. Adorei os elementos que nos fazem lembrar a história da Branca de Neve, como a substituição da maçã envenenada por um doce contaminado pelo vírus que tanto assombra a Terra e uma máquina hospitalar a substituir o caixão de vidro. É também inteligente usar as personagens principais dos restantes livros como representantes dos Sete Anões. Portanto, o trabalho de adaptação/transformação foi muito bem executado e este livro foi o melhor nesse aspeto.



Fanart de Winter.



A escrita é mais versátil. À medida que lemos os diferentes pontos de vista das personagens, é notável a capacidade em realçar a personalidade da personagem que é destacada num determinado capítulo. Embora não tenhamos um narrador autodiegético (em primeira pessoa), a autora é suficientemente talentosa em transmitir a essência das personagens nos diferentes capítulos em que se destacam.


Quanto às personagens, vê-se o crescimento relativamente às prioridades atribuídas à formação das mesmas. Por exemplo, nos livros anteriores, notava-se mais a presença do amor entre os pares e, em Winter, temos isso em segundo plano e o leitor fica com a ideia de que, afinal, isto não é um conto de fadas. É também interessante a exploração da temática "bem vs. mal", na medida em que as personagens consideradas boas percebem que, por vezes, é necessário cometer erros e recorrer a atitudes que pertencem ao lado do "mal".





Em suma, Winter é um livro não só espetacular a nível formal, como também quanto às personagens que habitam este universo extremamente interessante e não tão diferente da nossa realidade. Tem muitas lições fundamentais para a sociedade, como a importância da igualdade de direitos, o caráter prejudicial do racismo e a aceitação da diferença como meio caminho andado para uma solução pacífica. Esta coleção, em geral, não é um conto de fadas, mas apresenta um mundo fascinante.




Classificação: 4.5/5 estrelas.




sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Opinião: Cress (#3 The Lunar Chronicles), de Marissa Meyer



Cress é o terceiro livro da coleção The Lunar Chronicles, de Marissa Meyer. Desta vez, estamos perante uma adaptação de uma outra história conhecida do público geral, a da Rapunzel. Aqui, temos Cress, uma rapariga ingénua e inteligente que passou grande parte da sua vida num satélite a servir, como especialista informática, a rainha Levana. Ao entrar em contacto com Cinder e o grupo de novos amigos dela, Cress compreende que pode remediar os erros que fez sob o comando de Levana e concretizar os seus sonhos. Mas os planos não correm bem quando acaba num deserto com o "capitão" Carswell Thorne, um jovem rebelde e engraçado. Como irá Cinder conseguir desafiar a rainha Levana ao enfrentar tantos obstáculos? Como irá Cress lidar com uma realidade totalmente diferente daquela que conhecia desde criança?





Foi um enorme prazer este livro! Meyer, neste terceiro volume, mostra que as mulheres fortes não têm que ser necessariamente apenas guerreiras. Podem ser tudo o que quiserem. Aqui, temos uma rapariga que nunca tinha saído do seu satélite e, por isso, era muito sonhadora. Nunca teve grande contacto humano, mas isso não a tornar incapaz de sentir compaixão. Apesar de ter traços típicos de uma "donzela em apuros", ela não deixa que o medo e ansiedade vençam e avança com os seus planos. Além disso, a sua "profissão" não é vista como sendo comum para mulheres, pois é uma "hacker" e possui um excelente conhecimento informático. Todas estas inovações foram muito bem conjugadas com a história da Rapunzel. Contudo, neste caso, embora Cress seja salva por um rapaz e tenha estado presa num satélite (o que foi uma estratégia muito inteligente para substituir a tão conhecida torre e adaptá-la a esta coleção de Ficção Científica), ela não é tão fraca como aparenta ser, simplesmente é forte à sua maneira.
Carswell Thorne é uma das personagens masculinas mais engraçadas de sempre. Brincalhão, sedutor, aventureiro, mas com um coração mole. Ele aprende imenso acerca de si próprio e o mesmo acontece com Cress em relação a si mesma. Formam um casal que é capaz de derreter o coração de qualquer leitor. Este casal é um dos meus favoritos agora.
As restantes personagens, como Cinder, Scarlet, Kai e Wolf, também aparecem neste livro e os fios narrativos de cada um conjugam-se perfeitamente com os fios de Cress e de Thorne, sendo que há uma junção muito bem conseguida ao longo da leitura. É essa mesma junção que, na minha opinião, tornou esta coleção conhecida pelo mundo fora.


Fanart de Cress no satélite.



Não posso dizer nada de novo em relação à escrita, nem quanto à forma como o enredo é criado e apresentado. A escrita continua simples e cativante. A construção da história em relação ao conto que tem como base, tal como os livros anteriores, é impecável. Acrescento que, neste caso, foi ainda mais original. A escritora desafiou ainda mais esse processo de adaptação e é a já conhecida profundidade de personalidades que reforça isso mesmo.



Fanart de Cress inspirada no filme Entrelaçados.



Em conclusão, Cress foi, para mim, uma experiência fantástica, que aqueceu o meu coração com personagens encantadoras e uma história sobre o poder e a força que temos, mas que podem estar muito bem escondidos no nosso interior. É, ainda, um livro importante por mostrar uma grande variedade de personalidades, principalmente as das personagens femininas. É mais uma prova de como a Ficção Científica não é apenas para "rapazes", mas sim para todos os que simplesmente apreciam a aplicação da ciência na ficção.




Classificação: 5/5 estrelas.




terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Ofertas de Natal!!!

Começo por desejar a todos um Feliz Ano Novo!

Na primeira publicação de 2018, pretendo mostrar-vos dois livros que recebi no Natal (e que foram encomendados através da Book Depository), bem como um livro que comprei com algum do dinheiro que recebi na quadra natalícia.

O primeiro que recebi foi The Handmaid's Tale, de Margaret Atwood. Este livro tem sido muitas vezes mencionado devido à adaptação televisiva, que estreou em abril de 2017 e já conta com muitos prémios, incluindo o Emmy de Melhor Série Dramática . Além disso, muitos feministas veem este romance como uma ótima forma de abrir os olhos de quem acha que as mulheres não sofrem devido aos preconceitos de género.
Comecei a ver a série esta semana. Vi apenas quatro episódios, mas estou a adorar. É maravilhosamente chocante. Não me sinto mal por estar a vê-la antes de ler o livro, pois o romance foi escrito em 1985 e, na série, a história passa-se no século XXI, ou seja, há diferenças bastante significativas. Mas, quando acabar a leitura atual, irei começar a ler este livro.



Sinopse da versão portuguesa retirada do site da Bertrand:

Uma visão marcante da nossa sociedade radicalmente transformada por uma revolução teocrática. A História de Uma Serva tornou-se um dos livros mais influentes e mais lidos do nosso tempo. 
Extremistas religiosos de direita derrubaram o governo norte-americano e queimaram a Constituição. A América é agora Gileade, um estado policial e fundamentalista onde as mulheres férteis, conhecidas como Servas, são obrigadas a conceber filhos para a elite estéril. 
Defred é uma Serva na República de Gileade e acaba de ser transferida para a casa do enigmático Comandante e da sua ciumenta mulher. Pode ir uma vez por dia aos mercados, cujas tabuletas agora são imagens, porque as mulheres estão proibidas de ler. Tem de rezar para que o Comandante a engravide, já que, numa época de grande decréscimo do número de nascimentos, o valor de Defred reside na sua fertilidade, e o fracasso significa o exílio nas Colónias, perigosamente poluídas. Defred lembra-se de um tempo em que vivia com o marido e a filha e tinha um emprego, antes de perder tudo, incluindo o nome. Essas memórias misturam-se agora com ideias perigosas de rebelião e amor.




Recebi Little Fires Everywhere, de Celeste Ng, depois do Natal, uma vez que foi também uma encomenda, mas, ao contrário do livro anteriormente apresentado, este não chegou a tempo. Em 2017, foi um livro muito bem recebido nos EUA e muito escolhido por clubes de leitura. Recebeu, ainda, um Goodreads Choice Award na categoria de Ficção. Em Portugal, já foi editado um livro da autora, Tudo o que ficou por dizer.



Sinopse (traduzida por mim) retirada do site do Goodreads:

Em Shaker Heights, um subúrbio progressivo e plácido em Cleveland, tudo é planeado, desde o esboço das estradas sinuosas até às cores das casas e as vidas bem sucedidas dos seus moradores. Ninguém representa este espírito melhor do que Elena Richardson, cujo princípio que a guia é é o de seguir as regras.

Mia Warren, uma artista enigmática e mãe solteira, chega a esta bolha idílica com a sua filha adolescente, Pearl e aluga uma casa dos Richardsons. Em breve, Mia e Pearl tornam-se mais do que inquilinas: todos os quatro filhos dos Richardsons sentem-se atraídos pelo par. Mas Mia carrega consigo um passado misterioso e um desprezo pelo status quo que ameaça mexer com esta comunidade cuidadosamente ordenada.

Quando velhos amigos da família Richardson tentam adotar um bebé sino-americano, uma batalha pela custódia entra em erupção, dividindo drasticamente a cidade e colocando Mia e Elena em lados opostos. Suspeitando de Mia e dos seus motivos, Elena está determinada a descobrir os segredos do passado de Mia, mas a sua obsessão resultará em custos inesperados e devastadores. 






Por fim, temos a última aquisição literária de 2017, It, de Stephen King. Vi a adaptação cinematográfica de 2017 e adorei imenso! Como o enredo do filme apenas se focou, mais ou menos, na primeira metade do livro, não estou preocupada por já saber um pouco da história. 

Sinopse (traduzida por mim) retirada do site da Book Depository:

Para as crianças, a cidade era o mundo. Para os adultos, agora sabendo melhor, Derry Maine era apenas a cidade-natal: familiar, ordenada na maior parte. Um bom lugar para se viver. São as crianças que veem- e sentem- o que torna a pequena cidade de Derry tão horrivelmente diferente. Nos esgotos, IT (A Coisa) esconde-se, transformando-se em qualquer pesadelo, no pior medo de cada um. Às vezes, IT sobe, para perseguir, rasgar, matar... O tempo passa e as crianças crescem, afastam-se e esquecem, até que são chamadas para confrontar novamente IT, enquanto ele se agita e serpenteia nas profundezas sombrias das memórias deles, voltando a alcançá-los para tornar os seus antigos pesadelos numa realidade atual terrível.




Por agora, é tudo. Ao longo da semana, tentarei publicar opiniões de leituras do ano passado. Receberam livros nesta quadra natalícia?





sábado, 23 de dezembro de 2017

Compras acumuladas!

É tão bom estar de férias, porque isso significa que agora tenho tempo (e energia) para escrever publicações aqui no blogue! E aqui está a primeira após uma longa ausência!



Os três primeiros livros foram adquiridos numa feira do livro que se situa em Ponta Delgada e os outros dois foram comprados no hipermercado Continente.






Estudei Auto da Barca do Inferno no nono ano e lembro-me de gostar das aulas dedicadas a esta obra. Agora, tenho-a na estante!



Sinopse retirada do site da Bertrand: O Auto da Barca do Inferno, dito na primeira edição impressa, em 1518, para «contemplação da sereníssima e muito católica rainha Lianor, nossa senhora, e representado por seu mandado ao poderoso príncipe e mui alto rei Manuel, primeiro de Portugal deste nome» e qualificado nessa mesma edição como «Auto de moralidade», foi representado pela primeira vez em 1517. No início da peça, o autor «declara» (esclarece) o argumento, explicando que as almas, depois de se libertarem dos seus corpos terrestres, se dirigem a um braço de mar onde duas barcas as esperam: uma delas, conduzida por um Anjo, levará as almas ao Paraíso; a outra, tripulada pelo Diabo e pelo seu Companheiro, rumará ao Inferno













Apesar de, até agora, não ter gostado das obras de Agustina Bessa-Luís que li (não concluí A Sibila e não gostei muito do Vale Abraão, romance que tive de ler para a Universidade), decidi comprar Fanny Owen, porque falaram sobre este livro no programa Literatura Aqui, que passa na RTP2. Fiquei curiosa e decidi dar mais uma oportunidade à autora. Será que à terceira é de vez?

Sinopse retirada do site da Bertrand: Escritora torrencial, com mais de meia centena de títulos espraiados por romance, crónica, teatro, conto, biografia. Norteada por uma intuição irracionalista peculiar, Agustina Bessa-Luís tem, como motivos angulares da sua obra . o sentido da vida e da morte e os enigmas do ser, o que lhe imprime uma dimensão universalista, independentemente da evocação dos espaços rurais nortenhos ou do Porto burguês.Fanny Owen (1979), trata duma história eminentemente romântica envolvendo um triângulo amoroso, rapto, abandono, despeito, ciúme e vingança, morte por tísica e por desgosto, suicídio.
Fanny corporizará o estereótipo romântico da mulher angelical e demoníaca, com uma força de atração irresistível que desperta paixões devastadoras. É uma espécie de símbolo erótico, vazia de alma, manipulada pelos dois pretendentes (José Augusto Pinto de Magalhães e Camilo Castelo Branco), enquanto veículo de desejo, de domínio e de paixão.










Comprei este livro, porque vi que Virginia Woolf admirava esta escritora (Woolf foi mencionada nas aulas de Estudos Culturais e, desde então, tenho curiosidade acerca das obras dela e daquilo que ela lia). Depois, descobri que, quando foi publicado, foi muito polémico, pois retrata uma relação lésbica. Já ouviram falar neste livro?


Sinopse retirada do site da Bertrand: O Poço de Solidão foi lançado em 1928, tal como Orlando de Virginia Woolf e provocou um enorme alvoroço em toda a Europa e na América. Foi proibido em Inglaterra, decisão que fez nascer entre os sectores mais libertários da sociedade da época um movimento de luta pela liberdade de expressão. Banido das livrarias, deu origem a uma troca de artigos inflamados entre editores e jornalistas conservadores e anárquicos e tornou-se um «sucesso escandaloso» passado de mão em mão, em cópias contrabandeadas, de Paris para Berlim e de Londres para os Estados Unidos. A personagem central do romance é Stephen, uma jovem herdeira inglesa baptizada com um nome masculino pelo pai desgostoso pelo facto de não ser «o tão desejado filho varão». A narrativa, escrita num registo ardente e sensível e com uma abordagem psicológica crua e directa, acompanha Stephen ao longo da vida e retrata a sua luta para se afirmar, apesar de cedo perceber o quão difícil é ser-se respeitado na sociedade inglesa do começo do século XX. A ingenuidade de Stephen, sempre à espera de ser aceite tal como é, uma mulher trabalhadora, com ambições e capaz de ganhar o seu próprio sustento, é verdadeiramente enternecedora. A obra deixou boquiabertos os moralistas da época, que alegavam que a mesma lançava uma luz favorável sobre comportamentos que consideravam exemplos de libertinagem. A luta pela aceitação travada por Stephen, a protagonista, confunde-se com a de Radclyffe Hall, a sua autora, que lutava contra a proibição do seu livro de uma forma panfletária e quase pré-militante que deixava irritados tanto os conservadores quanto os espíritos mais anárquicos ou libertários.











Bana Alabed só tem 8 anos, mas já viveu muitos horrores devido à guerra na Síria. Enquanto não saiu de lá, com a ajuda da sua mãe, partilhava as suas experiências no Twitter, falando sobre ataques aéreos, medo e morte. Agora, vive na Turquia e escreveu um livro, com a mãe, sobre a vida numa Síria a ser destruída aos poucos pela guerra. Pretendo ler mais livros de não-ficção e tentar perceber o que se passa no mundo e, por isso, comprei este livro.


Sinopse retirada do site da Bertrand: Quando Bana Alabed, uma menina de oito anos, acedeu ao Twitter para descrever os horrores da guerra na Síria, onde ela e a família viviam, as suas mensagens angustiantes emocionaram o mundo e deram voz a milhões de crianças inocentes. A infância feliz de Bana foi subitamente interrompida pela guerra civil no país, quando tinha apenas três anos. Ao longo dos quatro anos seguintes, ela testemunhou diariamente os efeitos de bombardeamentos, a destruição e o medo. Esta aterradora experiência culminou no violento cerco de Aleppo em que Bana, os pais e os dois irmãos mais novos ficaram encurralados, com escasso acesso a alimentos, água, medicamentos e outros bens essenciais.
Perante a permanente ameaça de morte causada pelas bombas implacáveis que caíam perto deles - uma delas destruiu por completo a casa onde habitavam -, Bana e a família não tiveram alternativa senão tentar deixar o cenário de violência em Aleppo e procurar, apesar de todos os riscos, um plano de evacuação para a Turquia. Escrito com as próprias palavras de Bana e incluindo cartas comoventes de Fatemah, sua mãe, Querido Mundo não é apenas um relato absorvente de uma família num país em guerra - é também um olhar único e pungente de uma criança sobre uma das maiores crises de sempre da Humanidade. Bana perdeu a sua melhor amiga, a escola que frequentava, o lar e a sua terra natal. Mas não perdeu a esperança - para ela e para todas as crianças do mundo que são vítimas e refugiadas de guerra e que merecem uma vida melhor.









Por fim, comprei Objetos Cortantes, de Gillian Flynn. Gostei muito de ler Em Parte Incerta e, desde então, estava à espera da altura certa para comprar um outro romance de Flynn. E aqui está ele, com 40% de desconto direto na altura em que o adquiri!


Sinopse retirada do site da Bertrand: Recém-chegada de um internamento breve num hospital psiquiátrico, Camille Preaker tem um trabalho difícil entre mãos. O jornal onde trabalha envia-a para a cidade onde foi criada com o intuito de fazer a cobertura de um caso de homicídio de duas raparigas. 
Há anos que Camille mal fala com a mãe, um mulher neurótica e hipocondríaca, e quase nem conhece a meia-irmã, uma bela rapariga de treze anos que exerce um estranho fascínio sobre a cidade. 
Agora, instalada no seu antigo quarto na mansão vitoriana da família, Camille dá por si a identificar-se com as vítimas. As suas pistas não a conduzem a lado algum e Camille vê-se obrigada a desvendar o quebra-cabeças psicológico do seu passado para chegar ao cerne da história. Acossada pelos seus próprios fantasmas, terá de confrontar o que lhe aconteceu anos antes se quiser sobreviver a este regresso a casa.






Por agora, é tudo!!! Adquiriram muitos livros durante a minha ausência?



sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Encomenda!





Ontem, finalmente recebi Never Let Me Go (na versão portuguesa: Nunca Me Deixes), de Kazuo Ishiguro. Decidi encomendar este livro logo depois de terem anunciado o nome do autor como o vencedor do Prémio Nobel da Literatura de 2017. Ainda assim, antes disso, eu queria ler um romance de Ishiguro, portanto, fiquei ainda mais entusiasmada depois da semana dos Prémios Nobel. Escolhi este romance, porque é um dos mais adorados pelo público e, depois, pretendo ver a adaptação cinematográfica.


Como podem ver pelas imagens, o livro chegou em boas condições e demorou, pelo menos, uma semana e meia a chegar. As minhas encomendas literárias costumam demorar duas semanas ou um pouco mais e fiquei muito contente por este livro ter chegado mais cedo do que é habitual.





Sinopse da edição portuguesa retirada do site da Bertrand:


Kazuo Ishiguro foi elogiado no Sunday Times por «ampliar as possibilidades da ficção». Em Nunca Me Deixes, que se encontra certamente entre as suas melhores obras, conta-nos uma extraordinária história de amor, perda e verdades escondidas.

Kathy, Ruth e Tommy cresceram em Hailsham - um colégio interno idílico situado algures na província inglesa. Foram educados com esmero, cuidadosamente protegidos do mundo exterior e levados a crer que eram especiais. Mas o que os espera para além dos muros de Hailsham? Qual é, de facto, a sua razão de ser?

Só vários anos mais tarde, Kathy, agora uma jovem mulher de 31 anos, se permite ceder aos apelos da memória. O que se segue é a perturbadora história de como Kathy, Ruth e Tommy enfrentam aos poucos a verdade sobre uma infância aparentemente feliz — e sobre o futuro que lhes está destinado.

Nunca Me Deixes é um romance profundamente comovedor, atravessado por uma percepção singular da fragilidade da vida humana.
CRÍTICAS DE IMPRENSA

"(...) a verdade é que este livro não é, apesar dos clones, seus protagonistas, nem estapafúrdio, nem reduzível a ficção científica (se é que essa categoria é, como alguns defendem, artisticamente inferior). Em poucas palavras, Ishiguro procura explorar, através das figuras de Kathy, Ruth e Tommy (são eles os referidos clones, concebidos como meros doadores de órgãos), as fronteiras do humano. E fá-lo de uma maneira muito curiosa, usando como lupa coisas das mais humanas que os humanos podem ter: recordações da infância, sentimentos, impulsos artísticos, traumas, segredos. Será que estes clones têm alma?"
Humberto Brito

"Já considerado como a sua melhor obra depois de 'Os Despojos do Dia' o livro 'Nunca me Deixes' foi anunciado como um dos seis finalistas do Prémio Booker deste ano. [...] O registo, em tom de 'thriller' contemporâneo pode estar longe do dos mais conhecidos romances históricos de Ishiguro, mas as questões são as mesmas: a solidão, o desajuste em relação ao mundo e a recusa em encarar uma realidade dura mas por demais evidente."
Vanessa Rato, Público, Mil Folhas




E vocês? Já leram algum livro deste autor?


quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Compras!

A Universidade deixa-me sem energia para investir no blogue, mas há sempre vontade em investir em novos livros! Enquanto não publiquei nada aqui, comprei 4 livros e ainda estou à espera de uma encomenda. Vou, então, falar sobre os livros comprados.


O primeiro adquirido foi escrito por Neil Gaiman, Mitologia Nórdica. Eu sempre pensei que compraria um livro dele, mas em inglês. No entanto, vi este à venda no supermercado Continente e, enfim, decidi comprá-lo, usando o cartão Continente.
Já agora, a minha nova tática para adquirir mais livros é o uso do Cartão Continente. Fiz um só para mim para poder comprar livros. Acumulo dinheiro através das compras dos meus pais. A minha mãe é que já não gosta muito da ideia, mas antes assim do que gastar do seu dinheiro para comprar livros para mim 😂



Sinopse retirada do site da Bertrand:
As lendas nórdicas sempre tiveram uma forte influência no universo de Neil Gaiman. Neste novo livro, o multipremiado autor regressou às suas fontes para criar quinze contos relacionados com a grande saga dos deuses escandinavos, que inspiraram a sua obra-prima Deuses Americanos. 

Da génese do mundo ao crepúsculo dos deuses e à era dos homens, eles readquirem vida: Odin, o mais poderoso dos deuses, sábio, corajoso e astuto; Thor, seu filho, incrivelmente forte mas turbulento; Loki, filho de um gigante e irmão de Odin, ardiloso e manipulador... Orgulhosas, impulsivas e arrebatadoras, estas divindades míticas transmitem-nos a sua apaixonante - e muito humana - história.










Outro livro que comprei com o cartão foi a nova edição portuguesa de A Bibliotecária de Auschwitz, de Antonio G. Iturbe. Até agora, só li opiniões positivas acerca deste livro e, portanto, já estava na minha lista há algum tempo. Além disso, gosto de ler livros relacionados com a Segunda Guerra Mundial.



Sinopse retirada do site da Bertrand: 

Uma Edição Especial com uma nova imagem e um formato inédito, que combina a capa dura, com uma sobrecapa em acetato transparente, a cores.
Com base no testemunho da jovem bibliotecária checa do Bloco 31, este livro conta a história inacreditável, mas verídica, de uma jovem que arriscou a vida para manter viva a magia dos livros ao esconder dos nazis durante anos a sua pequena biblioteca, de apenas 8 volumes, no campo de extermínio de Auschwitz.








A última compra pelo cartão foi precisamente ontem. Vi O Fabricante de Bonecas de Cracóvia, de R. M. Romero e peguei logo nele. Pelos vistos, é um livro recomendado para quem gostou d'A Rapariga que Roubava Livros. Gostei muito desse livro e li muitas opiniões positivas sobre o livro de Romero, por isso, comprei-o.

Sinopse retirada do site da Bertrand:

UMA ALUSÃO A ACONTECIMENTOS REAIS OCORRIDOS NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

Há guerra.

Há dor.

Mas há magia e há esperança.

Cracóvia, Polónia, 1939.

Por magia, uma boneca chamada Karolina adquire vida numa loja de brinquedos e torna -se amiga do amável e discreto fabricante de bonecas, que é também o proprietário da loja.
Quando a ocupação nazi se abate sobre a cidade, Karolina e o Fabricante de Bonecas têm de recorrer à magia para salvar, custe o que custar, os seus amigos judeus dos perigos iminentes que pairam sobre eles.
Reunindo uma atmosfera de magia, história, tradições e cultura local, esta impressionante narrativa fala -nos sobre como encontrar esperança e amizade nos lugares mais tenebrosos.









E aqui está a última compra na Bertrand nestes últimos tempos. Quero mais livros de poemas na estante e, como aprecio muito a poesia de Sophia, decidi comprar Musa- O Búzio de Cós e Outros Poemas.


Sinopse retirada do site da Bertrand: 

«"Musa e O Búzio de Cós e outros Poemas", os dois últimos livros de poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen, publicados na década de 90, formam uma unidade de duas faces e constituem um fecho, um ponto de chegada que funciona como uma espécie de coda. A junção dos dois livros na presente edição abre uma perspectiva de leitura da fase final da obra da poeta e activa, naturalmente, um impulso interpretative que nos leva a focar a obra na sua globalidade. […] Aqui, com variações, os temas e os motivos de sempre: a exaltação do esplendor do mundo, a praia atlântica, o sul, a Grécia, a denúncia do que é fácil e falso, a escrita do poema, a forte afirmação vital, a fidelidade à palavra, a crença absoluta na poesia…»

Carlos Mendes de Sousa, no Prefácio a esta edição 

NO MEU PAÍS 

As pequenas cidades intensas
Onde o tempo não é dissolvido mas dura
E cada instante ressoa nas paredes da esquina
E o rosto loiro de Laura aflora na janela desencontrada
E o apaixonado de testa obstinada como a de um toiro
Em vão a procura onde ela nunca está
— É aqui que ao passarmos a nossa garganta se aperta
Enquanto um homem alto e magro
Baixando a direito o chapéu largo e escuro
De cima a baixo se descobre
Ao transpor o limiar sagrado da casa



E vocês? Têm comprado muitos livros?



domingo, 29 de outubro de 2017

E o vencedor do Man Booker Prize 2017 é...

No dia 13 de setembro, foi divulgada a lista dos 6 finalistas do Man Booker Prize de 2017, tendo como integrantes os americanos Paul Auster, Emily Frindlund e George Saunders. Os restantes finalistas, Mohsin Hamid (que também é paquistanês), Fiona Mozley e Ali Smith são do Reino Unido.





The Man Booker Prize 2017 shortlist
Livros finalistas do Man Booker Prize. Imagem retirada do site dedicado ao prémio.




No dia 17 de outubro, George Saunders, autor de Lincoln in the Bardo foi o nome anunciado como o vencedor da 49.ª edição do prémio. O americano de 58 anos foi o escolhido por ter escrito um romance que revela "uma narrativa espirituosa, inteligente e profundamente comovente". Acrescentou-se que "esta história de almas assombradas na vida no além do jovem filho de Abraham Lincoln criou paradoxalmente uma evocação enérgica e nítida das personagens que povoam o outro mundo".




Foto de The Man Booker Prize.
George Saunders ao receber o Man Booker Prize de 2017.




O escritor, numa entrevista à revista TIME, disse que ele não queria escrever sobre Lincoln, mas nunca se esquecera da história que ouvira há uns anos atrás de Lincoln a entrar na cripta do filho.





Edição portuguesa de Lincoln in the Bardo.
Sinopse retirada do site da Bertrand: Lincoln no Bardo é o primeiro romance de George Saunders. Nestas páginas, o autor revela-nos o seu trabalho mais original, transcendente e comovedor. A ação desenrola-se num cemitério e, durante apenas uma noite, a história é-nos narrada por um coro de vozes, que fazem deste livro uma experiência ímpar que apenas George Saunders nos conseguiria dar. Ousado na estrutura, generoso e profundamente interessado nos sentimentos, Lincoln no Bardo é uma prova de que a ficção pode falar sobre as coisas que realmente nos interessam. Saunders inventou uma nova forma narrativa, caledoscópica e teatral, entoada ao som de diferentes vozes, de modo a fazer-nos uma pergunta profunda e intemporal: como podemos viver e amar sabendo que tudo o que amamos tem um fim?






O Man Booker Prize é patrocinado pelo Man Group e o vencedor recebe £50.000, enquanto cada finalista recebe £2.500.
Também há uma versão que abrange outros países, o Man Booker International Prize. Este ano, foi atribuído ao israelita David Grossman, o autor de A Horse Walk into a Bar. É narrado o último espetáculo de um comediante de stand-up, Dovaleh Gee. O júri sublinhou "a prontidão de Grossman em correr riscos emocionais, bem como estilísticos: cada frase conta, cada palavra é importante neste exemplo supremo da habilidade do escritor". O prémio de £50.000 foi dividido com a tradutora da obra, Jessica Cohen.





Edição inglesa.




Sinopse traduzida por mim (retirada do site do Man Booker Prize): O cenário é um clube de comédia numa pequena cidade israelita. Uma audiência veio contando com uma noite de divertimento, mas veem um comediante a desmoronar-se no palco; um ato de desintegração, um homem a desfazer-se perante os olhos deles como se tivesse sido uma escolha. Eles poderiam ter-se levantado e saído, ou vaiado e assobiado e tirá-lo do palco, se não estivessem interessados em ver de relance o inferno pessoal dele.
Dovale Gee, um comediante de stand-up veterano- fascinante, excêntrico, repelente- expõe uma ferida com a qual ele tem vivido há anos: uma escolha fatal e macabra que ele teve que tomar entre as duas pessoas que lhe são muito querida.



O que acharam das escolhas? Já leram algum livro destes vencedores e dos finalistas?
Eu fiquei curiosa em relação ao livro de George Saunders!






quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Os mais recentes habitantes da estante!

Há uns dias atrás, publiquei, na página de Facebook do blogue, uma fotografia de uma encomenda. Hoje, finalmente, poderão saber que livro recebi. Irei referir, ainda, as minha mais recentes compras, uma no hipermercado Continente, outra na Bertrand.


Encomendei este livro, porque irei realizar e apresentar um trabalho para a cadeira de Estudos Culturais. Foi-nos dada a liberdade de escolhermos algo relacionado com a cultura contemporânea e, obviamente, escolhi um livro. É um de não-ficção e trata o tema do feminismo e como este movimento é visto na nossa sociedade na perspetiva de Chimamanda Ngozi Adichie. Sempre quis ler este livro pequenino, mas que, pelos vistos, contém mensagens grandiosas.




Sinopse da edição portuguesa (retirada do site da Bertrand):


"Peço-vos que sonhem e planeiem um mundo diferente. 
Um mundo mais justo. Um mundo de homens e mulheres mais felizes, mais fiéis a si mesmos. E é assim que devemos começar: precisamos de criar as nossas filhas de uma maneira diferente. Também precisamos de criar os nossos filhos de uma maneira diferente."

O que é que o feminismo significa hoje em dia?

Neste ensaio pessoal - adaptado de uma conferência TED - Chimamanda Ngozi Adichie apresenta uma definição única do feminismo no século XXI. A escritora parte da sua experiência pessoal para defender a inclusão e a consciência nesta admirável exploração sobre o que significa ser mulher nos dias de hoje. Um desafio lançado a mulheres e homens, porque todos devemos ser feministas.






O livro que comprei no hipermercado Continente foi o romance mais recente de Rodrigo Guedes de Carvalho. Foi comentado numa aula que o jornalista escreve bem e, como quero ler mais livros de autores portugueses, decidi adquirir este romance.





Sinopse retirada do site da Bertrand: 

O Pianista de Hotel transporta-nos numa melodia. 

É uma entrada para um mundo regido pela linguagem da música, pela sua força e beleza, presentes no ritmo de cada frase, de cada parágrafo rigorosamente medido.
Livro em camadas, nele se cruzam diversos planos, diversas histórias perpassadas pelo poder redentor da música que entra e rasga, a solidão, a dor e o vazio das pessoas que habitam nestas páginas. Com um vasto subtexto, a densidade das personagens está carregada de mistérios que nos prendem a sucessivas interrogações.

Há um pouco de nós em todas elas.
Há muito de nós neste mergulho ao mais fundo da alma humana. 
É um romance que se lê e ouve, que mantém todos os sentidos alerta. Uma pauta musical, com andamentos diversos, que acabam por se cruzar numa vertigem imprevisível de autêntico thriller psicológico.

E, depois, há o pianista…


Hoje, comprei um livro de sonetos de Antero de Quental. É verdade, não tinha nenhum livro deste magnífico escritor açoriano, mas já posso dizer que tenho!






Sinopse retirada do site da Bertrand:
Metas Curriculares de Português
Leitura obrigatória no 11.º ano de escolaridade.
Os Sonetos Completos
Sonho que sou um cavaleiro andante.
Por desertos, por sóis, por noite escura,
Paladino do amor, busco anelante
O palácio encantado da Ventura!
A imagem do "cavaleiro andante" em busca do mundo ideal é uma das representações possíveis da poesia de Antero de Quental, profundo conhecedor da alma humana. Se, por um lado, encontramos o eterno sonhador, por outro, deparamo-nos com a face noturna de quem se desiludiu pelo caminho…
Coleção Educação Literária reúne obras de referência da literatura portuguesa e universal indicadas pelo Programa e Metas Curriculares de Português e pelo Plano Nacional de Leitura.




Em conjunto com o livro encomendado anteriormente referido, deveria ter recebido Never Let Me Go, de Kazuo Ishiguro. No entanto, recebi um email do Book Depository a informar que não tinha sido impossível enviar o livro. Prefiro acreditar que foi um erro informático, mas a edição que encomendei custava apenas 6 euros e qualquer coisa quando efetuei a compra e, agora, custa 8 euros, quase 9. É caso para pensar. Apesar disso, hei de encomendar o livro na mesma, em breve.


E vocês? Compraram ou encomendaram algum livro nos últimos dias?