segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Compras literárias

Está prestes a acabar a primeira metade de agosto e ainda não publiquei certos artigos que quero muito partilhar convosco. Mas, antes de os publicar, gostaria de falar das minhas mais recentes compras literárias.
 
A primeira aquisição literária deste mês foi Gabriela, Cravo e Canela, do autor brasileiro Jorge Amado. Comprei este livro no dia em que o escritor faria 105 anos, ou seja, no dia 10. Porquê este livro? Porque é um dos romances mais aclamados de Jorge Amado e lembro-me de a SIC ter passado uma adaptação televisiva brasileira há uns anos atrás e as pessoas gostavam muito da história. Além disso, até agora, só li um ou dois livros de autores brasileiros e gostaria de ler mais.
 
 
 
 
Sinopse retirada do site da Bertrand:
Plano Nacional de Leitura Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.

Gabriela, a mulata com a cor da canela e o cheiro do cravo, ficará na literatura como uma formosa figura de mulher, simples e espontânea, acima do Bem e do Mal. Com o seu inigualável lirismo e inspiração poética, Jorge Amado cria personagens inesquecíveis, e o comovente romance de amor do árabe Nacib e da mulata Gabriela coloca-os, sem dúvida, na galeria dos amantes da História da Literatura. Mas Gabriela, Cravo e Canela é mais do que a história de amor do árabe Nacib e da sertaneja Gabriela. É a crónica de uma pequena cidade baiana, Ilhéus, quando passava por bruscas transformações, por volta do ano de 1925. A riqueza trazida pelo cacau possibilitara o desenvolvimento urbanístico e o progresso económico, transformando profundamente a fisionomia da cidade. Pouco evoluíam, no entanto, os costumes dos habitantes, imperando, naquele cenário de violência, a lei dos mais fortes - os fazendeiros - que tendo a seu trabalho os jagunços, impunham o domínio do ódio e do terror. Sensual e inocente, sábia e pueril, a cozinheira Gabriela conquista não apenas o coração de Nacib e de uma porção de ilheenses, mas também o de leitores de vários países e gerações. Levada para a televisão, a sua história transformou-se numa das telenovelas brasileiras de maior sucesso pelo mundo fora. No cinema, o papel de Nacib é vivido por Marcello Mastroianni, e o de Gabriela por Sônia Braga, como já acontecera na novela.
 
 
 
 
Na sexta-feira passada, depois de ter lido opiniões e de ter falado com umas raparigas que conheci através da comunidade literária no Instagram, decidi comprar A Ilha das Quatro Estações, da escritora portuguesa Marta Coelho. É um romance que se insere na categoria dos jovens-adultos, o que não tem sido muito recorrente no mercado português por parte dos autores nacionais. Envolve mistério e segredos entre um grupo de jovens que foram para uma ilha onde não se pode usar tecnologia. 
 
 
 
Sinopse retirada do site da Bertrand:
 
Onde todos os sonhos são possíveis.

Este é o livro com que todos os jovens se conseguem identificar, uma história atual e relevante sobre os receios, as paixões, as fragilidades e a força de quatro jovens à procura de um novo rumo.

Cat sentia-se sem rumo e não queria ver ninguém.
Tiago só desejava poder voltar a viver como antes.
Misha isolara-se do mundo à sua volta.
Rute precisava de vencer uma batalha muito dolorosa.

Os seus caminhos cruzam-se na ilha e, juntos, preparam-se para enfrentar os seus demónios pessoais. Mas há quem tenha outros planos para eles…

Será que a tua vida pode mudar quando tudo parece correr mal?
 
 
 
 
Ainda não vos mostrei os livros que comprei em Lisboa, mas isso acontecerá em breve!
 
E vocês? Jã compraram algum livro este mês?
 
 
 
 
 

sábado, 12 de agosto de 2017

Opinião: A Study in Scarlet e The Sign of the Four, de Sir Arthur Conan Doyle



Na edição presente na fotografia, há dois romances do autor britânico concentrados num só livro, A Study in Scarlet e The Sign of the Four. Foi durante a minha estadia em Lisboa que eu li o primeiro livro, enquanto dei início à leitura do segundo nos últimos dois dias passados na capital portuguesa. Demorei a ler o primeiro, pois chegava cansada a casa e não lia muito à noite. No entanto, há ainda uma outra razão: não gostei muito da história em si. Quanto ao segundo, finalizei a leitura já na minha própria casa e, tal como o primeiro, não me deixou maravilhada.


A Study in Scarlet inicia com o doutor John Watson à procura de um sítio barato para viver depois de ter sido ferido no Afeganistão. É ao falar com um velho amigo que Watson descobre que há um homem à procura de alguém com quem partilhar a renda de um apartamento. Contudo, não era um homem qualquer, mas sim Sherlock Holmes, um detetive que recorre ao método científico e à lógica dedutiva para resolver os crimes. Após o encontro entre os dois, Holmes é chamado para resolver um caso muito estranho: um americano tinha sido assassinado e o local do crime, uma casa abandonada, tinha sangue, mas o cadáver não apresentava nenhum ferimento. Como terá, então, morrido o americano?

Quando comecei a ler este primeiro romance sobre as aventuras de Sherlock Holmes, estava a gostar do ritmo da narração. Tendo John Watson como narrador, sabemos como o médico conheceu o detetive e conhecemos as personagens graças ao lado curioso e observador de Watson. Até à altura em que Holmes encontra o suspeito, estava a gostar da escrita e da história, mas comecei a ficar enfadada quando chegou a parte em que o suspeito explica porque cometeu os crimes (houve um outro homicídio). Foi nesse momento que passei a não gostar do livro, pois a transição da história da dupla para a história do homicida não foi nada bem executada. Por momentos, pensei que estava a ler um livro totalmente diferente, até porque não estava a reconhecer a escrita do próprio autor. Doyle não deu qualquer informação de que iria contar uma "longa" história tendo o homicida como narrador. Foi uma mudança brusca e não gostei, apesar de, depois, ter percebido que, afinal, não havia nenhum erro na minha edição e que continuava a ler A Study in Scarlet.



Resultado de imagem para a study in scarlet illustrations
Ilustração de D. H. Friston (1887).


Doyle, de facto, soube criar um crime interessante e um suspeito que é movido facilmente pelos sentimentos, sem esquecer o lado racional. Também tem uma escrita relativamente simples ou, pelo menos, não muito complexa. Todavia, fiquei com a sensação de que deveria ter havido mais conteúdo, mais desenvolvimento relativamente às personagens e ao modo como elas operam. Perdeu-se muito na fraca exploração das habilidades quer de Sherlock Holmes, quer de John Watson. Posto isto, não fiquei muito surpreendida com Sir Arthur Conan Doyle, infelizmente. Será que a seguinte história foi melhor?

Classificação: 3/5 estrelas.




The Sign of the Four, também uma história narrada por John Watson, inicia com Sherlock Holmes aborrecido por não ter um caso entusiasmante para resolver. Entretanto, aparece Mary Morstan, uma jovem mulher que pede ajuda ao detetive para encontrar o pai. Durante seis anos, Morstan recebeu pérolas e, embora soubesse que estavam relacionadas com o desaparecimento do pai, ela não sabia como. Depois desses seis anos, recebe uma carta para se encontrar com alguém que tinha informações acerca do paradeiro do senhor Morstan. Enquanto Holmes fica curioso com o novo caso, Watson dá graças por ter conhecido uma mulher tão bela e astuta como Mary Morstan e, por isso, acompanha atentamente o caso. Há desaparecimentos, homicídios e tesouros em terras indianas e só Sherlock Holmes é capaz de chegar a uma conclusão triunfante.




Resultado de imagem para The sign of the four illustrations
Mary Morstan, John Watson e Sherlock Holmes.


Esta história foi um pouco melhor do que a primeira. Um pouco. Gostei do facto de ter mais ação, de haver mais desenvolvimento por parte das personagens e de a escrita se manter relativamente acessível. Há, ainda leves mensagens contra o racismo e a falta de consideração pelas mulheres. Ainda assim, foi uma outra história que me deixou aborrecida.


Classificação: 3.5/5 estrelas.


Concluindo, tinha expetativas quanto ao criador do detetive mais famoso do mundo. É, de facto, incrível como se pode usar a dedução e a ciência, em simultâneo, para se resolver um crime. Contudo, não são histórias muito surpreendentes. 


E já leram alguma obra de Sir Arthur Conan Doyle? Se sim, qual é a vossa opinião?






quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Resumo de julho e planos para agosto

Olá, leitores!

Peço desculpa pela minha ausência, que se deve ao facto de eu ter passado nove dias em Lisboa a ver museus e monumentos. Desde que cheguei, não tenho usado muito o meu computador, pois ele está a trabalhar de uma forma muito lenta, o que não me deixa nada contente. Estou a escrever esta publicação num outro computador, até porque eu não quero acumular mais pó aqui no blogue. Posto isto, vou agora falar sobre o mês de julho, que não foi nada produtivo, e os planos para agosto.


Em relação às leituras, julho foi um péssimo mês. Só consegui finalizar um livro e o outro que comecei a ler depois dele não está a ser nada apelativo. Na realidade, para a viagem, levei um outro livro, não só para ter mais espaço na mochila, como também para não me sentir frustrada quanto à desilusão que sinto quanto a este livro.
O livro terminado é a versão original de A Cidade dos Anjos Caídos, de Cassandra Clare (opinião). Endgame- A Chave do Céu, de James Frey e Nils Johnson-Shelton, é o livro que comecei a ler no mês passado, mas não consegui terminar antes do dia da partida para Lisboa. Apesar de não estar a ser tão cativante como pensava que iria ser, pretendo acabar de o ler em breve. O livro que levei para a viagem foi uma edição que contém duas obras de Sir Arthur Conan Doyle, A Study in Scarlet e The Sign of the Four. Demorei quase os nove dias da viagem a ler A Study in Scarlet, porque não só chegava a casa cansada, como também foi uma leitura que ficou aquém das expetativas. Comecei a ler The Sign of the Four no último dia da viagem e, embora seja uma história curta, ainda não o terminei, pois estou a atualizar o estado das séries que ando a ver. Vou terminar esta leitura esta semana.






Quanto a compras literárias, comprei quatro livros em Lisboa, mas vou falar sobre eles em publicações futuras.


Relativamente ao mês de agosto, é melhor eu não planear, desde já, as leituras. Por agora, pretendo acabar de ler o segundo volume da trilogia Endgame e The Sign of the Four. Depois, talvez comece a ler O Filho Dourado, de Pierce Brown.


Espero que julho tenha sido um bom mês para vocês. Vamos lá ver como vai ser agosto.


sábado, 22 de julho de 2017

Haverá uma adaptação cinematográfica de A Todos os Rapazes que Amei

A Todos os Rapazes que Amei, de Jenny Han, é o primeiro livro de uma trilogia contemporânea que tem como personagem principal Lara Jean Song, uma jovem de 16 anos que escreve cartas de amor às suas paixões, mas não as envia, pois são um meio para ela lidar com os seus sentimentos. Contudo, um dia, as cartas são enviadas aos rapazes que ela amava e, a partir daí, a vida amorosa de Lara Jean passa a ser uma confusão.


Muitos adoram esta história por vários motivos. Um deles é a escrita leve e simples da autora. Um outro é a diversidade presente, uma vez que a personagem principal, bem como a restante família, é coreana e americana. Além disso, há muitos temas atuais retratados, como a adolescência, a sexualidade, a família, o amor, entre outros. Portanto, os fãs de Jenny Han adoraram saber que poderão ver a história ganhar vida no grande ecrã.



Edição portuguesa de To All the Boys I've Loved Before.


No passado dia 21, foi anunciado que Lana Condor será Lara Jean. A atriz ficou conhecida após a sua participação no filme X-Men: Apocalypse. John Corbett (Sex and the City, My Big Fat Greek Wedding) será o pai de Lara Jean e Janel Parrish (Pretty Little Liars) será a irmã. Noah Centino (The Fosters) será Peter Kavinsky, uma das paixões de Lara Jean.




Lana Condor como Lara Jean, Janel Parrish como Margot (a irmã mais velha), e Anna Cathcart como Kitty (a irmã mais nova). Fotografia no local das filmagens.


Susan Johnson será a realizadora do filme e Sofia Alvarez é a autora do guião. O filme já se encontra em produção, em Vancouver.



Vocês já leram este livro? O que acham da notícia?




sexta-feira, 21 de julho de 2017

Novidades interessantes (junho)

Peço desculpa pela minha ausência, mas tenho andado a ver muitas séries televisivas e o blogue acumulou pó e teias de aranha (desculpa, blogue!). Mas cá estou eu!

Junho já passou, mas houve lançamentos literários para todos os gostos! Aqui estão três livros que estão na minha lista de interesses.





Sinopse retirada do site da Bertrand:

Henry Page não esperava apaixonar-se. Considera-se um romântico, mas nunca viveu aquele momento em que o tempo para, a barriga se enche de borboletas e a música começa a tocar, sabe-se lá onde. Pelo menos, até ao momento.

Então, conhece Grace Town, a esquiva nova colega de escola, que se veste com roupa de rapaz demasiado grande, apoia-se numa bengala, parece tomar banho poucas vezes e esconde segredos desconcertantes. Não é bem a rapariga de sonho que Henry esperava, mas quando os dois são escolhidos para coordenar o jornal da escola, a química acontece.

Depois de tantos anos a salvo do amor, Henry está prestes a descobrir como a vida pode seguir um caminho tortuoso e como, por vezes, os desvios são a parte mais interessante desse mesmo caminho.

Uma estreia brilhante que equilibra humor e corações partidos, lembrando-nos de como o primeiro amor pode ser agridoce.


________________________________________________________________________





Sinopse retirada do site da Bertrand:

Quando o vilão Lorde Ballister Coração Negro conhece uma rapariga misteriosa de nome Nimona, ambos são impelidos a uma parceria criminosa com o objetivo de lançar o caos no reino. Assumem como missão provar perante todos que Sir Ambrosius Virilha Dourada e os seus comparsas no Instituto Para a Aplicação da Lei & Heroísmo não são tão heroicos e nobres como todos julgam. Vão ocorrer imensas EXPLOSÕES. E CIÊNCIA E TUBARÕES também não vão faltar. 

Mas quando simples atos traquinas se transformam numa batalha sem quartel, Lorde Coração Negro descobre que os poderes de Nimona são tão misteriosos quanto o seu passado. E o seu lado selvagem poderá ser muito mais perigoso do que ele próprio está disposto a admitir… NEMÉSIS! DRAGÕES! CIÊNCIA! VENHA CONHECER NIMONA!


________________________________________________________________________




Sinopse retirada do site da Bertrand:


Numa noite devastadora, em Nova Iorque, Etta Spencer, uma violinista prodígio, perde tudo o que conhece e ama. Enganada por uma mulher estranha e misteriosa, Etta vê-se subitamente a viajar, não apenas milhares de quilómetros, mas centenas de anos, descobrindo assim um dom herdado de uma família que ela nem sequer conhecia.
Nicholas Carter, ex-escravo, está feliz com a sua vida no mar, a bordo de um navio pirata, após se livrar da poderosa família Ironwood, nas colónias inglesas da América do Norte. Mas, com a chegada de uma passageira invulgar ao seu navio, o passado volta a agarrá-lo e Nicholas vê-se de novo nas garras da família que o subjugou.
Juntos, Etta, uma miúda nova-iorquina do século XXI, e Nicholas, um marinheiro negro do século XVIII, embarcam numa viagem perigosa através dos séculos e de vários continentes, da Revolução Americana à Segunda Guerra Mundial, das Caraíbas a Paris, seguindo e interpretando pistas deixadas por um viajante do tempo que fez tudo para esconder dos poderosos Ironwood o objeto misterioso.


________________________________________________________________________


E vocês? Compraram estes livros ou compraram outros que saíram em junho?




sexta-feira, 7 de julho de 2017

Há novas informações sobre Fantastic Beasts and Where to Find Them 2!

Fantastic Beasts and Where to Find Them foi um grande sucesso de bilheteira a nível mundial. Não só mostrou que o universo do feiticeiro Harry Potter é vasto, magnífico e com uma História própria, como também revelou o talento de J.K. Rowling como guionista.


Resultado de imagem para fantastic beasts and where to find them
Eddie Redmayne como Newt Scamander, Katherine Waterston como Porpentina Scamander, Alison Sudol como Queenie Goldstein, e Dan Fogler como Jacob Kowalski.
Graças à estrondosa receção da nova experiência mágica por parte dos fãs da saga Harry Potter, foi garantido que haverá 5 filmes relacionados com Newt Scamander  e o seu grupo de amigos. Tempos depois, J.K. Rowling revelou que o segundo filme teria como cenário Nova Iorque e outras grandes cidades. Há umas semanas atrás, foi confirmada a conclusão do guião do segundo filme. Esta semana, foram divulgados novos detalhes quanto ao enredo, aos cenários e às personagens.

O segundo volume das aventuras de Newt Scamander ocorre em 1927, meses depois dos acontecimentos do primeiro filme. Tem como cenário Nova Iorque, Paris e Londres. No novo capítulo, Scamander, com a ajuda de Tina, Jacob e Queenie, tentará travar o vilão que apareceu em Nova Iorque. É também no segundo filme que poderemos ver uma versão mais jovem de Dumbledore, diretor da Escola de Hogwarts nos tempos de Harry Potter, que também quer apanhar o vilão que luta pela causa pró-feitiçaria.


Resultado de imagem para fantastic beasts and where to find them
O guião foi colocado à venda na altura em que o filme estreou.

Jude Law juntar-se-á a Eddie Redmayne, Katherine Waterston, Alison Sudol e Dan Fogler como a versão mais jovem de Albus Dumbledore. Há outros atores que voltarão a desempenhar os papéis do primeiro filme, como Johnny Depp, Ezra Miller e Zoë Kravitz.



Resultado de imagem para ezra miller fantastic beasts and where to find them
Ezra Miller como Credence.


A Warner Bros. afirmou que a produção do novo filme já começou e que poderemos voltar a ver Newt Scamander no dia 16 de novembro de 2018.


Acreditam que ainda não vi o primeiro filme? E que também ainda não li o guião? Não há problema, pois vou tratar disso durante as férias.
E vocês? Já, pelo menos, viram o filme? Ficaram contentes com esta notícia?






quarta-feira, 5 de julho de 2017

Opinião: City of Fallen Angels (The Mortal Instruments #4), de Cassandra Clare


Os Instrumentos Mortais, no início, estava destinado a ser apenas uma trilogia. Contudo, em 2010, a autora anunciou que iria escrever mais três livros e que os via como uma segunda trilogia. Em 2011, publicou City of Fallen Angels (na versão portuguesa, A Cidade dos Anjos Caídos). A história do quarto volume tem como ponto de partida a nova vida de Simon Lewis como um vampiro que, na realidade, não é afetado pelo sol e tem a Marca de Caim na testa, que o protege de qualquer mal. Tal não significa que ele não corra perigo por ser sido constantemente contactado por seres poderosos para formarem alianças com ele. Ao mesmo tempo, Caçadores de Sombras morrem de forma misteriosa e Clary descobre que há alguém a tentar transformar bebés em seres demoníacos. Após uma guerra sangrenta contra Valentine, como irão os jovens Caçadores de Sombras lidar com os novos obstáculos?



É interessante ver como Cassandra Clare, após A Cidade de Vidro, que foi um ótimo desfecho da trilogia, conseguiu pegar novamente nestas personagens e criar uma história completamente nova, conseguindo manter a essência das personagens. Mas, tal como aconteceu na primeira trilogia, neste quarto livro temos, ainda, um foco enorme em torno das relações amorosas das personagens e, por vezes, eu sentia que a autora se esquecia da nova linha narrativa fantástica que tinha acabado de construir.


Fanart.


A escrita de Clare mantém-se simples e repleta de frases bonitas acerca do amor e da vida em geral. As descrições continuam a ter os pormenores na quantidade certa e, portanto, é uma escrita que não é aborrecida. Um outro aspeto importante é o facto de ser possível facilmente visualizarmos, por exemplo, uma cena de luta, como se estivéssemos a ver um filme. Continua, então, a ser o ponto forte das suas obras.

Quanto ao enredo, acho-o ainda mais fascinante do que os três livros anteriores. Pode-se dizer que a primeira trilogia era um pouco mais cliché, pois estamos perante uma protagonista que descobre que, afinal, não é totalmente humana, que possui poderes e que tentar aprender a viver no novo mundo que lhe foi desvendado. Além disso, ela acaba por ser uma peça fundamental na grande guerra contra um inimigo sedento por poder e é, de certo modo, a salvação do mundo dela. Neste quarto livro, a atenção não se centra só na protagonista, mas também nas restantes personagens que lhe são importantes, como Simon. Há, ainda, novos temas retratados, mas de forma metafórica, como a homossexualidade, a ideia de aceitar outrem tal como ele é, etc. Penso que aquilo que, de certa forma, "estragou" a história foi, mais uma vez, o excesso de atenção relativamente às relações amorosas. Clare criou personagens tão singulares e variadas, mas transmite a ideia de que elas, na realidade, não têm valor nenhum se não estiverem numa relação amorosa. Este excesso de atenção também atrasa o desenrolar da ação e faz com que o leitor sinta cansaço por ver sempre o mesmo tipo de relações. Torna-se repetitivo e não se explora o mundo sobrenatural tão bem como merece ser explorado. O que salva o livro são os últimos capítulos. Não quer dizer que os anteriores não tenham sido bons, mas os últimos dois ou três capítulos foram espetaculares e deram logo um novo valor ao livro. A minha classificação não seria a mesma se Clare não tivesse escrito estas últimas páginas.
Tirando essas situações monótonas, a história é muito boa e cativante. Há uma nova exploração quanto à dicotomia do bem/mal, do correto/incorreto. O regresso de certas personagens é uma estratégia que funciona muito bem nesta continuação e é algo que foi feito de forma inteligente, não havendo a sensação de que elas caíram de paraquedas no novo volume. 



Fanart.

Concluindo, Cassandra Clare, neste quarto capítulo das aventuras dos Caçadores de Sombras, conseguiu inovar o mundo sobrenatural que (re)criou. Embora ela mantenha certos erros que tinha cometido na primeira trilogia, A Cidade dos Anjos Caídos mostra que ela tem uma imaginação muito fértil e que sabe explorar magnificamente a essência do ser humano. Eu achava que tinha cometido um erro ao continuar a ler a coleção, uma vez que eu tinha pensado que bastava ler os três primeiros livros para conhecer o talento de Clare, mas este começo da segunda trilogia acabou por ser muito cativante e prometedor.


Classificação: 4/5 estrelas.



Próxima leitura: Endgame- A Chave do Céu, de James Frey e Nils Johnson-Shelton.






terça-feira, 4 de julho de 2017

Há novo livro de John Green a caminho!

Sabiam que o último livro de John Green, A Culpa é das Estrelas, foi publicado há 6 anos? Sim, os fãs esperaram por novidades durante muito tempo, mas o autor andou ocupado nos últimos anos. Não só A Culpa é das Estrelas ganhou vida no grande ecrã. como também Cidades de Papel. Ambas as adaptações foram um grande sucesso e muitas pessoas apaixonaram-se pelas histórias do Tio Verde (alcunha inventada pelos fãs). Além disso, o autor participou em várias atividades, como vídeos no seu canal de Youtube, VlogBrothers, e criou projetos que visavam mostrar a importância da educação e da leitura.



Imagem relacionada
Digamos que o autor tem vídeos muito peculiares no seu canal de Youtube.



Nas últimas semanas do mês passado, os leitores que estão muito ativos na Internet mostraram o seu entusiasmo nas redes sociais quando foi anunciado que haverá um novo livro de John Green em breve. Turtles All the Way Down é o título do novo romance e será publicado no dia 10 de outubro.


Resultado de imagem para turtles all the way down john green
Ainda não foi divulgada a capa, mas já há detalhes sobre a história.


Green indicou que trabalhou no novo livro durante anos e que está entusiasmado por poder finalmente partilhá-lo com os fãs em outubro. Acrescentou que é a primeira vez que tenta escrever, de forma direta, acerca de uma doença mental que afeta a vida dele desde a infância, o que significa que o livro pode ser de ficção, mas também é uma história muito pessoal.


A presidente da editora Dutton Books for Young Readers, Julie Strauss-Gabel, também expressou o seu entusiasmo e o seu orgulho pelo autor e disse que o romance será uma leitura singularmente pessoal e irá fazer as pessoas falarem.


Resultado de imagem para john green books
John Green é um grande nome da literatura contemporânea americana dedicada aos jovens-adultos.


Turtles All the Way Down é a história de Aza Holmes, uma jovem de 16 anos que lida com uma doença mental enquanto investiga o desaparecimento de um fugitivo bilionário. A editora descreve o romance como um livro sobre amizades duradouras e a intimidade de uma reunião inesperada, havendo "fanfiction" de Star Wars à mistura.


Ainda não li todos os livros do autor, apenas os mais conhecidos, como A Culpa é das Estrelas, Cidades de Papel e À Procura de Alaska. Ainda assim, quero muito ler este novo livro! E vocês? Gostaram desta notícia?



domingo, 2 de julho de 2017

Resumo de junho e planos para julho!

Normalmente, faço posts separados acerca das leituras e compras do mês que terminou e das possíveis leituras no novo mês. Contudo, desta vez, decidi juntar tudo numa mesma publicação.


Em relação às compras de junho, mantive tudo controlado. É verdade que, ao todo, adquiri 5 livros, mas apenas um foi pago por mim. Portanto, a minha carteira passou bons momentos no mês passado.


O primeiro livro adquirido foi A Sociedade dos Sonhadores Involuntários, de José Eduardo Agualusa. O autor angolano ganhou um grande prémio em junho, o International Dublin Literary Award, graças ao romance Teoria Geral do Esquecimento. Pedi à minha mãe para comprar o romance mais recente como oferta pelas notas que eu tive ao longo do ano letivo. Para lerem o artigo sobre esta oferta, podem clicar aqui.


O segundo livro foi Illuminae, o primeiro de uma coleção de ficção científica de Amie Kaufman e Jay Kristoff. O hipermercado, anualmente, faz uma Feira do Livro e, claro, eu aproveito os descontos. Este livro já estava há algum tempo na minha lista e, agora, está na estante. 


Por fim, recebi os livros que o meu pai encomendou também como oferta. Quando o meu pai me garantiu que poderia encomendar pelo Book Depository, pesquisei muito e refleti muito acerca dos próximos habitantes da estante. Escolhi uma caixa com 3 dos mais conhecidos livros de Agatha Christie, pois tinha um bom desconto. Para lerem o artigo sobre a encomenda e a compra mencionada anteriormente, cliquem aqui.





Em relação às leituras, consegui terminar O Primo Basílio, de Eça de Queirós. Tinha iniciado neste segundo semestre de aulas, mas não consegui terminá-lo antes de as férias começarem. Não escrevi uma opinião acerca dele, mas dei 4 estrelas.

De seguida, tentei terminar uma outra leitura obrigatória numa das cadeiras do curso, Vale Abraão, de Agustina Bessa-Luís. Desisti, porque, realmente, não gosto do estilo da autora. No secundário, tinha tentado ler A Sibila, mas também acabei por desistir. Deste modo, não há opinião.

Por fim, li Clockwork Angel, de Cassandra Clare, e adorei! Podem ler a opinião aqui.


Antes de junho terminar, comecei a ler City of Fallen Angels, também de Cassandra Clare.




Quanto aos planos para julho, gostaria de visitar a Festa do Livro dos Açores, que ocorrerá, em Ponta Delgada, entre os dias 14 e 23 de julho. É a primeira vez que tenho a oportunidade de ir a um grande evento literário na ilha.


Em termos de leituras, como sempre, tenho uma lista provisória. Podem ver os livros que penso ler em julho nesta fotografia:










Espero que junho tenha sido um bom mês para vocês e que julho seja muito bom!



quarta-feira, 28 de junho de 2017

Opinião: Clockwork Angel (#1 The Infernal Devices), de Cassandra Clare



Clockwork Angel (na versão portuguesa da Editorial Planeta, Anjo Mecânico) é o primeiro livro da trilogia The Infernal Devices (na versão portuguesa, Caçadores de Sombras-As Origens), de Cassandra Clare. Neste volume, que se passa na Época Vitoriana, conhecemos Tessa Gray, uma jovem que vivia em Nova Iorque e vai até Londres por convite do irmão Nathaniel. Ao chegar lá, conhece as irmãs Dark, duas mulheres estranhas que dizem vir recebê-la em nome do irmão. Mal ela sabia que seria raptada por ter um poder que desconhecia. Após seis semanas de solidão e de tortura, Tessa é salva por Will e outros Shadowhunters, guerreiros com sangue de anjo concebidos para eliminarem demónios. A partir daí, Tessa embarca numa viagem repleta de questões e de emoções fortes e ela percebe que a sua vida não voltará a ser a mesma.


Da autora, já tinha lido os primeiros três livros da coleção Os Instrumentos Mortais. Gostei do primeiro livro, não gostei tanto do segundo, mas o terceiro prendeu-me e gostei imenso. Os restantes três livros estão na estante à minha espera, mas ainda não posso ler os dois últimos, pois é melhor ler a trilogia primeiro. Posto isto, o que posso dizer é que, ao ler Clockwork Angel, agora percebo porque muitos leitores preferem a trilogia à coleção. Eu adorei este primeiro volume. Foi intenso, espantoso e surpreendeu-me imenso. Queria terminá-lo o mais rapidamente possível, porque queria saber o que acontecia a seguir, mas, ao mesmo tempo, não queria acabar, porque queria mais. Para mim, acaba por ser um pouco o oposto d'Os Instrumentos Mortais. Enquanto na coleção vemos a autora a valorizar demasiado as relações amorosas entre as personagens, em Clockwork Angel, temos, de facto, o interesse pelas relações das personagens, mas a autora teve o cuidado de desenvolver bem a história primeiro. Portanto, pode-se dizer que, neste aspeto, há uma evolução.



A história cativou-me logo na primeira página. Clare fez uma escolha sensata ao abrir a nova trilogia com uma cena misteriosa e que está relacionada com o mundo por ela criado. Também fez bem ao focar-se somente na ação e não tanto nos pensamentos e nas emoções das personagens. Estão presentes na história e não poderiam faltar, pois é importante que o leitor entenda e conheça as personagens, mas a ação não foi sacrificada em nome das possíveis relações amorosas ou pensamentos inúteis no desenrolar da ação. Ao longo do livro, temos muitas coisas a acontecerem e não há momentos mortos e, por isso, torna-se numa leitura compulsiva. É, sem dúvida, uma história que pode ser apreciada por qualquer leitor.




Fanart relativa a Clockwork Angel.


A escrita da autora foi uma surpresa para mim. Como até agora li traduções das obras delas, não me tinha dado conta da simplicidade da escrita dela. Penso que as traduções portuguesas ficaram demasiado embelezadas e apagaram a verdadeira essência dela. Gostei imenso das descrições, que não eram minuciosas, mas sim suficientes e diretas. A forma como ela facilmente introduziu os pensamentos das personagens através de um narrador na terceira pessoa também foi bem conseguida. Claro que houve palavras que eu não percebi, mas foram poucas e não dificultaram a compreensão do texto. Assim, se alguém quer ler este livro na versão original, mas tem receio quanto ao nível de inglês, aconselho a leitura a quem se sente seguro e tenha um vocabulário bom. De facto, para quem está a começar a aprender agora ou já não fala inglês há algum tempo, talvez não seja o ideal.

Por fim, as personagens estão bem construídas. Nota-se que a escritora não colocou o potencial todo delas neste livro, até porque estamos a falar de uma trilogia. Logo, certamente que haverá muito mais desenvolvimento nos seguintes livros. Além disso, há ainda muitos segredos por desvendar e perguntas a responder. Deste modo, ao contrário das personagens d'Os Instrumentos Mortais, gostei imenso das personagens da trilogia. Não eram chatas e infantis como as da coleção. Além disso, em Clockwork Angel, não senti que a personalidade delas tivesse sido apagada pelas relações entre elas, o que, infelizmente, aconteceu na coleção. É mais fácil o leitor criar empatia por Tessa, Will, Jem e outras, do que por Clary, Jace, Simon e outras que nos foram apresentada na Cidade dos Ossos, o primeiro livro da coleção. Tessa é uma jovem sensata que, de repente, passa a viver num mundo totalmente novo, repleto de demónios, caçadores de sombras, vampiros e outros seres. Apesar de tudo, tem uma enorme força de vontade para enfrentar as novas adversidades. Will é atrevido e escolhe ser rude, pois não quer ter ligações especiais com qualquer um devido aos seus segredos. Nada foi revelado, deixando o leitor extremamente ansioso por ler o segundo livro. Acreditem, eu quero muito ler o segundo livro. A seguir, temos Jem, o parabatai de Will (parabatai é um termo usado pelos Shadowhunters para explicar a forte amizade entre dois guerreiros. Acaba por ser um laço mais forte do que o laço familiar). Jem é carinhoso, inteligente e reservado e irá captar o coração do leitor devido ao seu passado turbulento e à sua personalidade sensível. Todas as restantes personagens são importantes e contêm características que irão interessar o leitor.



Tradução livre: "O que quer que sejas fisicamente... Homem ou mulher, forte ou fraco, doente- todas essas coisas interessam menos do que o teu coração contém. Se tens a alma de um guerreiro, és um guerreiro. Todas as outras coisas, elas são o vidro que contêm a lamparina, mas tu és a luz de dentro."


O único aspeto negativo que tenho a apontar é a construção de uma possível relação amorosa entre Tessa e Will. Surgiu de uma forma muito rápida e não houve justificações plausíveis para que houvesse uma relação de tão grande intensidade. Aí, parece que a autora voltou aos erros que cometeu na coleção. Contudo, talvez haja melhorias nos seguintes livros da trilogia.


Concluindo, Clockwork Angel foi uma boa forma de iniciar a nova trilogia. A escrita é simples e envolvente e a história desenrola-se de uma forma relativamente rápida, deixando o leitor ansioso por querer ler mais. As personagens são fascinantes e o mundo sobrenatural que as rodeia, embora não seja totalmente único, irá encantar as pessoas que adoram este tipo de histórias. Recomendo vivamente.



Classificação: 4.5/5 estrelas.



Próxima leitura: City of Fallen Angels (#4 The Mortal Instruments), de Cassandra Clare.